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terça-feira, 23 de julho de 2013

Sacudindo as Ciências Sociais

Artigo publicado no New York Times aborda a estagnação das ciências sociais e defende uma r/evolução e modernização nos tópicos estudados por essa área do conhecimento. O autor acredita que o desprestígio das ciências sociais se deve principalmente ao fato de serem estudados sempre os mesmos temas e assuntos, diferente das ciências naturais, que vêm acompanhando a interdisciplinaridade do mundo contemporâneo. Nesta área novas disciplinas interligadas são oferecidas pelas universidades em substituição às já ultrapassadas, coisa que não ocorre nas ciências sociais.

O autor cita os exemplos de departamentos da sua época de graduação que já foram substituídos por outros: departamentos de anatomia, histologia, bioquímica e fisiologia desapareceram, em seu lugar, os departamentos inovadores: biologia de células-tronco, biologia de sistemas, neurobiologia e biofísica molecular.

As ciências sociais no entanto, continuam estudando os mesmos tópicos – poder do monopólio, discriminação racial e desigualdades de saúde – que não deixam de ser importantes – mas sua observação repetida não resolverá seus problemas, estando na hora de novos temas serem colocados em seus lugares, tais como neurociência social, economia comportamental, psicologia evolucionária, epigenética social, neuroeconomia, genética comportamental, ciência biossocial, ciência de rede e ciências sociais computacionais.

Novos departamentos e disciplinas podem ajudar os estudantes a se engajarem em novos tipos de pedagogia. Nas ciências naturais até os calouros fazem experimentos em laboratórios. Por que isso é raríssimo nas ciências sociais?  Sendo que atualmente é possível usar a internet para recrutar milhares de pessoas para participarem de experimentos randomizados?

Um exemplo interessante que o autor dá para os experimentos laboratoriais seria examinar fenômenos sociais estudados em aula, como por exemplo, como os mercados alcançam equilíbrio, como as pessoas cooperam, como os laços sociais são formados?

Ele finaliza concluindo que no século passado as pessoas procuraram resolver problemas por meio das ciências biológicas, mas que as ciências sociais prometem oferta equivalente para melhorar o bem-estar humano. Um entendimento profundo dos comportamentos coletivos e individuais poderia melhorar grandemente nossas vidas, mas para isso as ciências sociais precisam alinhar suas estruturas institucionais para as mudanças intelectuais do mundo contemporâneo.

Artigo original:  Let’s Shake Up the Social Sciences, by NICHOLAS A. CHRISTAKIS

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Comunicação Científica e o Público em geral

Em nota publicada pela Science em 04 jan., cientista social levanta questões interessantes sobre a comunicação científica na era da web 2.0: ao mesmo tempo que a internet preenche lacunas trazendo informações científicas para o público leigo, ela pode também proporcionar distorções sobre a ciência dependendo de como e por quem as informações  estão sendo divulgadas na rede.

Nove entre dez usuários da internet nos USA usam motores de busca para encontrar informações, e 60% do público busca informações em listas e sites sobre questões científicas específicas como sua fonte primária de informação. Isso cria a urgência para que os cientistas atentem a essa tendência divulgando a  literatura acadêmica e a comunicação científica na internet: 

Entre o público estadunidense, o tempo gasto na web tem sido  relacionado com atitudes mais positivas  sobre a ciência. Um exemplo disso é o apoio de  internautas à pesquisa científica de base. Pesquisas sugerem que a disponibilidade de notícias sobre ciência na internet pode fornecer  informações a públicos com diferentes formações educacionais. Em outras palavras,  fontes sobre ciência online podem estar ajudando a estreitar e preencher as lacunas causadas em parte pela cobertura científica na mídia tradicional, que tende a se adaptar para públicos com maiores níveis educacionais. Infelizmente, dados semelhantes para outros países não estão disponíveis ainda.

(...)

A web está abrindo um novo mundo  de informações científicas accessíveis facilmente para os leigos, ou estamos nos movendo em direção a um ambiente de comunicação científica online no qual o conhecimento e a  formação de opinião estão sendo moldados pelos sistemas de busca  que apresentam os resultados, estreitando nossas escolhas informacionais?

(…)

Os ambientes online estão provendo o público com grandes oportunidades para se conectar à ciência, mas os cientistas sociais estão somente começando a entender a natureza dessas conexões e seu resultado potencial sobre como as pessoas entendem as questões científicas. Além disso, novos instrumentos de coleta e análise de dados têm criado oportunidades para colaborações interdisciplinares entre ciência da computação, lingüística computacional e outras ciências sociais. Essas colaborações irão ajudar na análise das interações público-mídias na web 2.0 em mais cenários generalizáveis do mundo real.

Um mundo no qual uma em cada sete pessoas usa ativamente o Facebook, e mais de 340 milhões de tweets estão sendo postados todos os dias não é mais o mundo do futuro da comunicação científica. É a realidade de hoje. Cientistas e Cientistas Sociais devem explorar resultados de interações online sobre ciência com maior detalhamento. Esse trabalho terá que ser baseado em ciência social empírica rigorosa no lugar de conjecturas sem evidências científicas sobre como comunicar ciência complexa e algumas vezes controversa, nestes novos ambientes informacionais. Sem usar a pesquisa aplicada sobre como melhor comunicar online a ciência, corre-se o risco de criar um futuro onde as dinâmicas dos sistemas de comunicação online terão um impacto mais forte nas visões do público sobre ciência do que a pesquisa específica que os cientistas estão tentando comunicar.

Leia a nota na íntegra: 

Science, New Media, and the Public

Fontes: 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SAGE Research Methods Online Free Trial

A SAGE Research Methods Online está oferecendo
free trial até 31/12

O SRMO é um instrumento para estudo de métodos de pesquisa a serem utilizados em trabalhos de Ciências Sociais. Oferece acesso a livros, dicionários e artigos de revistas publicados pela editora Sage.

Oferece também o Methods Map, um interessante mapa visual que apresenta uma taxonomia de métodos de pesquisa, termos e pessoas na área.

Para acessar e começar a usar é necessário cadastrar-se:


Bom teste!