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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

As ferramentas de inteligência artificial ampliam o impacto dos cientistas, mas restringem o foco da ciência.

Os avanços na inteligência artificial (IA) aceleraram as descobertas científicas. Juntamente com os recentes prêmios Nobel voltados para IA, essas tendências estabelecem o papel das ferramentas de IA na ciência. Esse avanço levanta questões sobre a influência das ferramentas de IA nos cientistas e na ciência como um todo, e destaca um potencial conflito entre benefícios individuais e coletivos.  

Para avaliar essas questões, utilizamos um modelo de linguagem pré-treinado para identificar pesquisas aprimoradas por IA, com uma pontuação F1 de 0,875 na validação com dados rotulados por especialistas. Usando um conjunto de dados de 41,3 milhões de artigos de pesquisa em ciências naturais e abrangendo diferentes eras da IA, mostramos aqui uma adoção acelerada de ferramentas de IA entre cientistas e vantagens profissionais consistentes associadas ao uso de IA, mas também um estreitamento coletivo do foco científico. 

Cientistas que utilizam IA em pesquisas publicam 3,02 vezes mais artigos, recebem 4,84 vezes mais citações e se tornam líderes de projetos de pesquisa 1,37 anos mais cedo do que aqueles que não a utilizam. Em contrapartida, a adoção da IA ​​reduz o volume coletivo de tópicos científicos estudados em 4,63% e diminui o engajamento entre os cientistas em 22%. 

Consequentemente, a adoção da IA ​​na ciência apresenta o que parece ser um paradoxo: uma expansão do impacto individual dos cientistas, mas uma contração no alcance coletivo da ciência, à medida que o trabalho com IA se desloca coletivamente para áreas com maior disponibilidade de dados. Com o menor engajamento subsequente, as ferramentas de IA parecem automatizar campos já estabelecidos em vez de explorar novos, evidenciando uma tensão entre o avanço pessoal e o progresso científico coletivo.tradução do Google)

Imagem: Copilot
Tradução: Google


Leia o texto completo em:

Artificial intelligence tools expand scientists’ impact but contract science’s focus

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Livros, Autores e Protagonismo Científico

O blog Darwinianas, dedicado à popularização da ciência nas áreas de biologia evolutiva, ecologia, comportamento animal, biologia do desenvolvimento, história e filosofia da biologia, e educação científica traz mais uma postagem interessantíssima sobre como se faz ciência e como ela está ao seu alcance mais do que você imagina.

O autor, Diogo Meyer, com o artigo "Os cientistas por trás das páginas impressas" nos traz relatos de leituras realizadas durante seu percurso científico desde a graduação, pós no exterior e sua experiência como professor na USP,  expondo a importância e a necessidade do questionamento, análise e discussão acerca das afirmações contidas nos livros e artigos científicos - até mesmo os escritos por ganhadores do prêmio nobel - e mais além, a importância desse questionamento e discussão com os próprios autores das obras, o que leva o leitor a  um protagonismo científico que filtra e avalia criticamente o conteúdo científico divulgado, e que, sem dúvida, lhe cai muito bem.

Confira:

                         Os cientistas por trás das páginas impressas


Fonte: https://darwinianas.com/2018/07/10/os-cientistas-por-tras-das-paginas-impressas/
Imagem: https://blog.estantevirtual.com.br 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Não existem questões estúpidas para um cientista

[trad. livre nossa do texto For a scientist... ]

A astrofísica Jillian Scudder (Postdoctoral Research Fellow in Astrophysics at University of Sussex) nos traz uma simpática discussão sobre  o saber científico e a vergonha desnecessária que as pessoas leigas atribuem ao seu desconhecimento científico. Frequentemente ela encontra pessoas muito curiosas sobre o espaço e seu funcionamento, no entanto, ao fazerem as perguntas, estas sempre começam mais ou menos assim: “Não quero parecer idiota, mas...”, “Desculpe, sei que esta é uma pergunta estúpida...”.

Mas as coisas não precisam ser dessa forma, pois com muita frequência ela se depara com questões extremamente interessantes. Algumas fáceis de responder, outras que requerem respostas menos exatas que devem ser respondidas com cuidado, e outras ainda se referem a coisas que ela nunca havia pensado, sendo possível fornecer como resposta somente algum insight básico.


Pergunte sem medo

Uma das melhores coisas de ser um cientista é que você aprende a deixar de lado a vergonha que as pessoas têm quando não sabem alguma coisa. Sendo uma cientista, não é o “não saber” que a incomoda. É não querer sanar a falta de conhecimento que a incomoda. “Eu não sei a resposta para muitas coisas – mas se eu encontrar alguém que pode saber a resposta, eu certamente perguntarei”.

Você não tem que ter uma “boa pergunta”, você dever perguntar o que você quer saber. Bons cientistas não julgarão sua ignorância. “Eu sempre espero que a maioria das pessoas saiba menos do que eu sobre o espaço, pois naturalmente elas não passam tanto tempo estudando-o como eu.” Para ela, ajudar alguém leigo a entender o universo não é desperdício de tempo. Se a pessoa realmente tem uma questão, a maioria dos cientistas irá respeitá-la e provavelmente irá respondê-la da melhor forma possível.

No entanto, isso não quer dizer que os cientistas estarão sempre à disposição (ou de bom humor!) para responder perguntas. Se eles estiverem debruçados sobre um computador, digitando furiosamente com fones de ouvidos, este não é provavelmente um bom momento. E nem todos os cientistas tem a habilidade de adaptar a resposta a um nível que um leigo consiga compreendê-la. Mas de modo geral os cientistas gostam de falar sobre as coisas que eles gastam tanto tempo aprendendo.


Astrocuriosos Anônimos

Jillian recebe tantas perguntas que acabou por lançar um blog: Astroquizzical, onde responde às perguntas que recebe. “O blog é uma tentativa de criar um espaço amigável e não intimidador para o público se sentir à vontade para perguntar suas dúvidas, onde é possível submeter questões até mesmo anonimamente.”

A sociedade seria um lugar melhor se as pessoas tivessem menos medo de expor sua ignorância em face do conhecimento, permitindo-se ser curioso e fazer perguntas.

Todas as questões são válidas. Você não precisa se envergonhar de não saber coisas, especialmente coisas que outras pessoas passam suas vidas aprendendo. Então, se você encontrar uma pessoa ou um local amigável onde você possa tirar suas dúvidas e obter respostas satisfatórias, aproveite ao máximo. Você  nunca sabe o que você pode aprender.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Recomendações a autoridades e pesquisadores

A sessão de encerramento do 6º Fórum Mundial de Ciência, realizada na tarde de quarta-feira (27/11), no Rio de Janeiro, aprovou uma declaração final com cinco recomendações para autoridades, formuladores de políticas públicas e cientistas:


1. Intensificação da cooperação internacional e a coordenação de ações nacionais, principalmente no campo da educação, da infraestrutura de pesquisa e do acesso ao conhecimento, a fim de que a ciência contribua para o desenvolvimento sustentável

2. Prioridade para a educação, tanto no nível básico quanto no campo da ciência, tecnologia e engenharias, considerando essa estratégia indispensável para reduzir as desigualdades sociais e promover a ciência e a inovação.

3. Ações no campo da integridade científica, com a adoção de um código de conduta compartilhado por instituições e pesquisadores de todo o mundo em torno dos direitos, liberdades e responsabilidades. Segundo a declaração, os cientistas, tanto no desenvolvimento quanto na comunicação de resultados de seu trabalho, devem guiar-se com "honestidade intelectual, objetividade e imparcialidade, veracidade, justiça e responsabilidade".

4. Mais diálogo entre governos, sociedade, indústria e meios de comunicação em torno de temas ligados à sustentabilidade.

5. Proposta para a criação de mecanismos sustentáveis para o financiamento da ciência, sobretudo nos países em desenvolvimento, exibindo a preocupação com os cortes no orçamento de ciência e tecnologia ocorridos em vários países desde o início da crise financeira internacional

A íntegra da declaração está disponível em: