Mostrando postagens com marcador repositórios acadêmicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador repositórios acadêmicos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Conhece o Repositório de Produção Científica do CRUESP?

O Repositório da Produção Científica do CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) tem por objetivo reunir, preservar e proporcionar acesso aberto, público e integrado à produção científica de docentes, pesquisadores, alunos e servidores da USP, Unicamp e Unesp.



A iniciativa amplia a visibilidade e acessibilidade aos resultados das pesquisas realizadas nas universidades, potencializando, desta forma, o intercâmbio com outras instituições nacionais e internacionais. Além disso, democratiza e estimula o compartilhamento do conhecimento gerado, estendendo e retornando à sociedade o investimento nelas realizado. Partindo de uma metodologia comum e atuando de forma compartilhada e cooperativa sob coordenação dos sistemas de bibliotecas das referidas universidades, conta com o apoio dos pró-reitores de pesquisa, seus conselheiros científicos, e incentivo da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O Repositório da Produção Científica do CRUESP foi gerado a partir dos repositórios institucionais das três universidades estaduais paulistas, os quais utilizam o software livre DSpace (desenvolvido pelo M.I.T e H.P.) e adotam padrões e normas internacionais de interoperabilidade e normalização. A integração por meio do metabuscador Primo (Web Scale Discover System da ExLibris) propicia aos seus usuários a busca, descoberta da produção CRUESP a partir de uma única interface. É possível identificar as agências de fomento que mais subsidiam a pesquisa paulista, as revistas mais requisitadas para publicação, coautoria entre as referidas unidades, temas mais pesquisados, idiomas utilizados e, ainda, os textos em acesso aberto, acesso restrito ou embargado.


Texto extraído de: http://cruesp.aguia.usp.br/

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Qual a diferença entre o Portal de Teses da Capes e as BDTDs do IBICT?

 No Brasil, existem dois repositórios importantes de teses e dissertações:


1) Portal de Teses da CAPES (http://capesdw.capes.gov.br/), que é o sistema online oficial do governo brasileiro para depósito de teses e dissertações brasileiras, vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

2) Banco de Teses do IBICT (http://bdtd.ibict.br/pt), que é um mecanismo de busca que integra todos as Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTD) das universidades brasileiras que utilizam o sistema BDTD do IBICT.

O que há em comum entre os dois portais é que ambos possibilitam a pesquisa de teses e dissertações de diversas universidades ao mesmo tempo. A vantagem do Portal de Teses da CAPES é que contém todas, sem exceção, as teses e dissertações brasileiras, por ser o local para deposito obrigatório, o que não ocorre no Banco de Teses do IBICT. Por outro lado, o Banco de Teses do IBICT tem a vantagem de remeter diretamente ao texto completo da tese ou dissertação por meio de link para o arquivo no repositório da universidade onde o trabalho foi defendido, o que não ocorre no Portal de Teses da CAPES.

No Portal de Teses da CAPES não é possível o acesso ao texto completo da tese ou dissertação pois o repositório só contém o resumo da mesma e eventualmente o link para o site onde se encontra o texto completo, quase sempre, o site da própria universidade onde a tese ou dissertação foi defendida.

Como citado pela própria CAPES, “as informações constantes [do portal] são fornecidas diretamente à CAPES pelos programas de pós-graduação mantidos por universidades e instituições de pesquisa brasileiras e são de sua inteira responsabilidade” (CAPES, 2011).

O processo funciona da seguinte maneira:

1.um aluno de mestrado, doutorado ou pós-doutorado defende a sua tese ou dissertação em uma universidade brasileira;

2.o programa de pós-graduação entra no sistema do Portal de Teses e Dissertações da CAPES e realiza o cadastro dos metadados desta tese ou dissertação;

3. se houver questões de registro ou de patente, o depósito do texto completo pode ser adiado; se não, o depósito do texto completo da tese ou dissertação ocorre imediatamente em um repositório de teses e dissertações da própria universidade; ou seja, mesmo havendo uma portaria que obrigue o deposito online do texto completo, não há garantias que o mesmo será encontrado online devido à estas exceções relacionadas à registro ou patente de produtos incluídos no trabalho acadêmico.

Quando utiliza-se o Portal de Teses da CAPES para pesquisa, obtém-se como resultado somente os resumos das teses depositadas, mas também é informada nos metadados a universidade onde a tese ou dissertação foi defendida. Para obter o texto completo da mesma, é necessário localizar o site da universidade em questão e o banco de teses e dissertações específico desta universidade para obter o texto completo, caso esteja disponível.

O Banco de Teses do IBICT funciona de modo totalmente diferente. Não é o sistema oficial do governo brasileiro para depósito das teses e dissertações, mas é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), portanto também uma iniciava governamental, mas com objetivo de integrar num único repositório as teses e dissertações brasileiras e também de oferecer às universidades uma opção de sistema online para armazenamento de suas teses e dissertações. Com isto, somente as universidades que utilizam o sistema BDTD é que disponibilizam suas coleções de teses e dissertações neste repositório.

O IBICT coordena o projeto da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), que integra os sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras, e também estimula o registro e a publicação de teses e dissertações em meio eletrônico. Este projeto − iniciativa inovadora do IBICT, em parceria com as instituições brasileiras de ensino e pesquisa − possibilita que a comunidade brasileira de C&T publique suas teses e dissertações produzidas no país e no exterior, dando maior visibilidade a produção científica nacional (IBICT, 2010).

Com isto, o Banco de Teses do IBICT oferece às universidades brasileiras o sistema BDTD, que pode ser instalado nas bibliotecas universitárias, aos cuidados das equipes de informáticos, para cuidar da estrutura do sistema, e dos bibliotecários, para cuidar do conteúdo do sistema, isto é, a inclusão das teses e dissertações.

A BDTD vem sendo desenvolvida em parceira com varias instituições: IBICT, Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP), CNPq, MEC, CAPES , SESU, e mantém um comitê com objetivo de “referendar o desenvolvimento da BDTD” e atuar na “especificação de padrões a serem adotados no âmbito do sistema da BDTD”.

O sistema BDTD de cada universidade, fica disponível no site da própria universidade, mas também é integrado por meio de tecnologias de comunicação, ao Banco de Teses do IBICT, que é um mecanismo de busca que reúne as teses e dissertações de todas as universidades que utilizam o sistema BDTD.

É importante ressaltar que também existe um repositório internacional de teses e dissertações que é o Networked Digital Library of Theses and Dissertation - NDLTD (http://www.ndltd.org/), que reúne de forma automática os repositórios de teses e dissertações de diversos países do mundo, mas somente aqueles que tenham estrutura de comunicação de dados compatível com o padrão usado pela NDLTD.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Repository Finder: encontrando dados de pesquisa


Cada vez mais agências de financiamento de pesquisas estão exigindo que os dados de pesquisa estejam disponíveis em acesso aberto em repositórios apropriados. Além da necessária preparação e curadoria de dados, determinar qual repositório escolher é muito importante.
Repository Finder é um projeto piloto do Enabling Data Project FAIR, liderado pela American Geophysical Union (AGU) em parceria com a DataCite e a comunidade de ciências da terra, espaço e ambiente, pode ajudá-lo a encontrar um repositório apropriado para depositar seus dados de pesquisa. A ferramenta é hospedada pelo DataCite e consulta o registro re3data de repositórios de dados de pesquisa.
DataCite é uma organização global sem fins lucrativos que fornece identificadores persistentes (DOIs) para dados de pesquisa e respectivos metadados, que promovem a identificação única e a descoberta dos dados na internet. Ao trabalhar de perto com centros de dados para atribuir DOIs a conjuntos de dados e outros objetos de pesquisa, o DataCite desenvolve uma infraestrutura robusta que suporta métodos simples e eficazes de citação, descoberta e acesso a dados. Os dados citáveis ​​se tornam contribuições legítimas para a comunicação acadêmica, abrindo caminho para novas métricas e modelos de publicação que reconhecem e recompensam o compartilhamento de dados.
A chave para tornar os dados passíveis de serem citados, pesquisáveis ​​e acessíveis é equipar os conjuntos de dados com metadados – descrições e fatos e números sobre os dados – que atendem aos padrões básicos e seguem um esquema uniforme e consistente. O Grupo de Trabalho de Metadados determina e mantém o padrão de metadados do DataCite, em consulta com os membros do DataCite e sob a orientação do DataCite Board. O grupo de trabalho procura ativamente a contribuição da comunidade mais ampla e coordena com os padrões da comunidade, como ORCID , Open Funder RegistryIDF e DCMI.
Caso não identifique um repositório na área de conhecimento da sua pesquisa ou para seu tipo de dado, você poderá usar um repositório geral multidisciplinar, como:
Você também pode ter um repositório institucional ou outros recursos locais disponíveis em sua organização para você. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Acesso livre e repositórios institucionais


Em entrevista à Comunicação do ICICT/Fiocruz, Cristina Guimarães, coordenadora do Curso de Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICTS) e pesquisadora do Icict,; e Helio Kuramoto, pesquisador em Ciência da Informação, funcionário do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI, atualmente lotado no Ibict falam sobre acesso livre e repositórios institucionais no mundo e no Brasil:
Os entrevistados respondem sobre os seguintes pontos:
 O impacto das medidas adotadas tanto nos EUA quanto na Europa em relação ao livre acesso às pesquisas realizadas com verba pública.

Benefícios para a ciência brasileira em relação à adoção das mesmas medidas pelo Brasil.

Existência ou não de uma valorização dos pesquisadores e cientistas brasileiros em relação à publicação de seus estudos junto às editoras científicas em detrimento do uso dos repositórios institucionais.

Ações para a implantação do livre acesso em todos os institutos de pesquisa e demais órgãos que realizam pesquisas científicas No Brasil.


Leia a entrevista na íntegra:

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Academic Commons – o repositório da Columbia University

Na era da informação livre,  a Universidade de Columbia em Nova York fala de sua iniciativa na criação do Academic Commons – repositório institucional de acesso livre.

Em janeiro deste ano a universidade lançou uma resolução sobre acesso aberto que convida seus pesquisadores a postarem artigos de periódicos, capítulos de livros, relatórios técnicos, etc. para o Academic Commons, repositório administrado pelo Center for Digital research and Scholaship (CDRS), uma divisão do serviço de bibliotecas da universidade. Alguns institutos já adotaram a resolução, e outros ainda estudam a proposta.

Os números colhidos em junho último apontam um total de 3.646 (hoje, o site já registra 4.136) itens na plataforma, mas espera-se um crescimento exponencial para o próximo ano. O site é de acesso livre para o público, proporcionando aos pesquisadores uma maior visibilidade para a sua produção científica do que o acesso unicamente via assinaturas de periódicos.

A primeira incursão da universidade nos repositórios de acesso aberto chamou-se DigitalCommons@Columbia, lançado em 2006 pela Divisão do Programa de Bibliotecas Digitais, que servia como repositório somente para o Centro sobre Economia Japonesa e Negócios e para o Departamento de Economia.

Em 2008 a Columbia mudou o nome do repositório para Academic Commons, colocando-o sobre a responsabilidade do CDRS. A iniciativa da universidade de disponibilzar informação online espelha-se na tendência global da digitalização de conteúdos.

Além da Universidade de Columbia, muitas outras universidades ao redor do mundo tem aderido à iniciativa. “O movimento em prol da criação de repositórios começou por volta dos anos 1990, mas começou a ser levado adiante realmente, há pouco anos”, diz Rebecca Kenninson, diretora da CDRS, fundada em 2007.

A equipe do Academic Commons  acredita que o repositório tem potencial para reduzir a distância entre a academia e o público em geral.

Fontes:
Obourn, Nick. Academic Commons makes more research accesible online. The Record. New York, vol.36, n.12, p.4, jun. 2011.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Acesso Aberto - notícias

A Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) iniciou a liberação do material didático produzido no âmbito de seus cursos de educação a distância. O primeiro material a fazer parte desta ação - que já é uma política institucional - é o do curso nacional de qualificação de gestores do SUS (CNQGS). Este processo teve início no Seminário Internacional Acesso Livre ao Conhecimento, que inaugurou o ano letivo da Ensp, em abril, e está alinhado ao Movimento Internacional de Acesso Livre ao Conhecimento. A ideia é que, em breve, os materiais de todos os cursos da EAD/Ensp estejam disponíveis.


O Acervo Digital da Universidade Estadual Paulista (Unesp), desenvolvido como um repositório de conteúdos gerados e adquiridos pela universidade, ganhou um novo projeto gráfico, com sistema de busca e submissão on-line de arquivos. Pelo site, é possível pesquisar entre os mais de 14 mil itens educacionais ou acessar o banco de teses e dissertações da instituição, com cerca de 11 mil títulos.