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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Livros, Autores e Protagonismo Científico

O blog Darwinianas, dedicado à popularização da ciência nas áreas de biologia evolutiva, ecologia, comportamento animal, biologia do desenvolvimento, história e filosofia da biologia, e educação científica traz mais uma postagem interessantíssima sobre como se faz ciência e como ela está ao seu alcance mais do que você imagina.

O autor, Diogo Meyer, com o artigo "Os cientistas por trás das páginas impressas" nos traz relatos de leituras realizadas durante seu percurso científico desde a graduação, pós no exterior e sua experiência como professor na USP,  expondo a importância e a necessidade do questionamento, análise e discussão acerca das afirmações contidas nos livros e artigos científicos - até mesmo os escritos por ganhadores do prêmio nobel - e mais além, a importância desse questionamento e discussão com os próprios autores das obras, o que leva o leitor a  um protagonismo científico que filtra e avalia criticamente o conteúdo científico divulgado, e que, sem dúvida, lhe cai muito bem.

Confira:

                         Os cientistas por trás das páginas impressas


Fonte: https://darwinianas.com/2018/07/10/os-cientistas-por-tras-das-paginas-impressas/
Imagem: https://blog.estantevirtual.com.br 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Não existem questões estúpidas para um cientista

[trad. livre nossa do texto For a scientist... ]

A astrofísica Jillian Scudder (Postdoctoral Research Fellow in Astrophysics at University of Sussex) nos traz uma simpática discussão sobre  o saber científico e a vergonha desnecessária que as pessoas leigas atribuem ao seu desconhecimento científico. Frequentemente ela encontra pessoas muito curiosas sobre o espaço e seu funcionamento, no entanto, ao fazerem as perguntas, estas sempre começam mais ou menos assim: “Não quero parecer idiota, mas...”, “Desculpe, sei que esta é uma pergunta estúpida...”.

Mas as coisas não precisam ser dessa forma, pois com muita frequência ela se depara com questões extremamente interessantes. Algumas fáceis de responder, outras que requerem respostas menos exatas que devem ser respondidas com cuidado, e outras ainda se referem a coisas que ela nunca havia pensado, sendo possível fornecer como resposta somente algum insight básico.


Pergunte sem medo

Uma das melhores coisas de ser um cientista é que você aprende a deixar de lado a vergonha que as pessoas têm quando não sabem alguma coisa. Sendo uma cientista, não é o “não saber” que a incomoda. É não querer sanar a falta de conhecimento que a incomoda. “Eu não sei a resposta para muitas coisas – mas se eu encontrar alguém que pode saber a resposta, eu certamente perguntarei”.

Você não tem que ter uma “boa pergunta”, você dever perguntar o que você quer saber. Bons cientistas não julgarão sua ignorância. “Eu sempre espero que a maioria das pessoas saiba menos do que eu sobre o espaço, pois naturalmente elas não passam tanto tempo estudando-o como eu.” Para ela, ajudar alguém leigo a entender o universo não é desperdício de tempo. Se a pessoa realmente tem uma questão, a maioria dos cientistas irá respeitá-la e provavelmente irá respondê-la da melhor forma possível.

No entanto, isso não quer dizer que os cientistas estarão sempre à disposição (ou de bom humor!) para responder perguntas. Se eles estiverem debruçados sobre um computador, digitando furiosamente com fones de ouvidos, este não é provavelmente um bom momento. E nem todos os cientistas tem a habilidade de adaptar a resposta a um nível que um leigo consiga compreendê-la. Mas de modo geral os cientistas gostam de falar sobre as coisas que eles gastam tanto tempo aprendendo.


Astrocuriosos Anônimos

Jillian recebe tantas perguntas que acabou por lançar um blog: Astroquizzical, onde responde às perguntas que recebe. “O blog é uma tentativa de criar um espaço amigável e não intimidador para o público se sentir à vontade para perguntar suas dúvidas, onde é possível submeter questões até mesmo anonimamente.”

A sociedade seria um lugar melhor se as pessoas tivessem menos medo de expor sua ignorância em face do conhecimento, permitindo-se ser curioso e fazer perguntas.

Todas as questões são válidas. Você não precisa se envergonhar de não saber coisas, especialmente coisas que outras pessoas passam suas vidas aprendendo. Então, se você encontrar uma pessoa ou um local amigável onde você possa tirar suas dúvidas e obter respostas satisfatórias, aproveite ao máximo. Você  nunca sabe o que você pode aprender.