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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

10 minutos contra a dengue

  
10 Minutos Contra a Dengue, é uma iniciativa idealizada com base no conhecimento científico dos pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e inspirado em uma estratégia de controle do Aedes aegypti adotada em Cingapura, que foi capaz de interromper o pico de epidemia no país com ações semanais da população dentro de suas residências, de apenas 10 minutos, para limpeza dos principais criadouros do A. aegypti.







Leia também o artigo:

O grande potencial de doenças transmitidas pelos Aedes é fruto do nosso modelo de desenvolvimento de consumo capitalista, que sustenta fortes determinantes socioeconômicos para que o mosquito sobreviva às estratégias que vêm sendo usadas. Tecnologias serão insuficientes sem alteração nesses determinantes. A doença não acontece simplesmente, ela é produzida ativamente pela sociedade". A afirmativa é da pesquisadora Tânia Araújo-Jorge, do Instituto Oswaldo Cruz, que, no artigo "Foco no mosquito e no zika vírus", publicado no Correio Braziliense, na quinta-feira (7/1), destacou a necessidade de engajamento de todos os setores da sociedade para prevenção e controle do Aedes. "O Aedes não é problema só da saúde pública e das famílias em casa, mas de todos os setores da sociedade", alertou.   Continua...



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Dengue, chikungunya e zika




Dengue, chikungunya e zika são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquitoAedes aegypti. E, embora zika, chikungunya e dengue apresentem sinais clinicamente parecidos, como febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou machas vermelhas pelo corpo), há alguns sintomas marcantes que as diferem. A principal manifestação clínica de chikungunya, por exemplo, são as fortes dores nas articulações, a artralgia. Essa artralgia pode se manifestar em todas as articulações, mas, em especial, nas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Na chikungunya, essas dores são decorrentes de um processo inflamatório nas articulações e podem ser acompanhadas de edemas e rigidez.

Também é possível haver esse tipo de dores na dengue e no zika, mas a diferença está, segundo especialistas, na intensidade da dor. Enquanto o paciente com dengue ou zika pode apresentar dores de leves a moderadas, o paciente infectado com chikungunya apresenta dores de nível elevado, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida. Na fase subaguda ou crônica da doença, as dores podem persistir por meses ou até mesmo anos, particularmente em pacientes mais velhos. Segundo dados do Instituto Pasteur, um estudo sobre os casos ocorridos na África do Sul relatou que pacientes ainda sofriam de dores intensas nas articulações de 3 a 5 anos após a infecção aguda de chikungunya.