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quarta-feira, 13 de julho de 2022

Links úteis para o usuário do Portal de Periódicos da CAPES

 O Portal de Periódicos da Capes reuniu informações disponibilizadas por alguns editores sobre os recursos disponíveis, que variam desde tutoriais e guias a vídeos e e-mails de contato direto com a equipe técnica.

Confiram!


Begell House

A editora mantém um canal de vídeos com dublagem em português. A página ainda é recente, mas vale a pena se inscrever e acompanhar os uploads.

Os usuários também podem solicitar materiais informativos ou enviar dúvidas e sugestões diretamente para o e-mail southamerica@begellhouse.com.

BioOne

Representada pela PCG, a editora mantém uma página com informações, guias, tutoriais e vídeos (alguns incluem legenda).

BMJ

A British Medical Journals (BMJ) coloca à disposição dos usuários um e-mail de contato para atendimento de todos os tipos (solicitações, dúvidas, sugestões etc.): LatAmSupport@bmj.com.

Clarivate Analytics

A editora lançou recentemente o LibGuides. Trata-se de um site onde o usuário encontra informações sobre diversos conteúdos disponibilizados por meio do Portal de Periódicos da CAPES, como o Web of Science e o Journal Citation Reports, entre outros.

Contém vários recursos, como toolkit para bibliotecários, guia para autores e pesquisadores, suporte técnico, calendário de treinamento, vídeos de suporte, links mais pesquisados, guias em PDF e outras alternativas para auxiliar o usuário no entendimento das ferramentas.

Além do LibGuides, a Clarivate Analytics alimenta também uma página de vídeos no YouTube, que podem ser visualizados no canal Web of Science Training.

Dot.Lib – diversos editores

A Dot.Lib representa diversos editores que compõem o acervo do Portal de Periódicos, como American Society of Civil Engineers, Thieme, Science of Synthesis, Project Muse, Jstor, Cold Spring Harbor, entre outros.

A empresa reúne vídeos com tutoriais referentes às editoras parceiras no canal DotlibTV. Os vídeos têm legenda disponível e muitos deles são produzidos pela própria Dot.Lib – nesse caso, o material é totalmente em português.

Vale lembrar que o canal é alimentado regularmente, então a dica é se inscrever para receber as atualizações assim que elas ocorrem.

Adicionalmente, a marca oferece aos usuários um e-mail para contato direto com a equipe de treinamento para tirar dúvidas ou solicitar materiais didáticos: treinamento@dotlib.com.

EBSCO – diversos editores

A EBSCO também é uma organização que representa vários editores científicos, fazendo a ponte entre as marcas parceiras e as instituições que utilizam os conteúdos.

A empresa oferece uma página de Recursos em Português, onde são encontrados vídeos e tutoriais da plataforma EBSCOHost.
Abaixo estão links de apoio ao usuário de alguns editores representados pela EBSCO:

• Association for Computing Machinery;
• American Institution of Physics;
• Cambridge University Press;
• IEEE;
• Oxford University Press;
 OECD;
• SAGE.

Elsevier

A editora Elsevier disponibiliza um e-mail de comunicação para atendimento aos usuários: usinfo@elsevier.com.

Além disso, oferece páginas de suporte e material de apoio para alguns conteúdos individualmente:

• ScienceDirect (acesso, FAQ, treinamentos, como usar o produto, conteúdo);
• Scopus (FAQ, correções, tutoriais e acesso e uso) – o Scopus tem ainda um blog com dicas, novidades e outras informações sobre o recurso;
• Reaxys (acesso, treinamentos, como usar o produto, conteúdo);
• Compendex | Engineering Village (guia de referência rápida em português) – este conteúdo também tem um blog e uma página de vídeos.

Emerald

A editora investe no desenvolvimento de material direcionado para o público brasileiro. Os principais recursos oferecidos são:

• Guias de acesso à plataforma Emerald Insight em português (entre outros idiomas) para usuários e bibliotecários;
• Playlist com vídeos tutoriais animados em português;
• Página no Facebook para divulgar treinamentos via Portal de Periódicos e informações sobre publicações e atividades;
• Atendimento ao usuário por meio de contato direto com uma profissional brasileira, responsável por esclarecer dúvidas e promover treinamentos online e presenciais da editora: Tutilla Aragão (taragao@emeraldgroup.com ou latinamerica@emeraldinsight.com).

Mary Ann Liebert

Também representada pela PCG, a editora oferece aos usuários um link de perguntas mais frequentes, com dados úteis para a comunidade acadêmica em geral e informações específicas para pesquisadores que desejam submeter trabalhos aos periódicos da Mary Ann.

ProQuest

A editora oferece o LibGuides, uma página em português específica para os usuários do Portal de Periódicos da CAPES, onde são disponibilizados materiais como gravações de treinamentos, guias para criar estratégias de busca, caderno de exercícios com estratégias de busca, quiz básico e avançado para testar conhecimentos em caracteres de busca, informações sobre as bases de dados, tutoriais para uso da plataforma e contatos do treinador ProQuest.

Outras ferramentas interessantes para os usuários assíduos do conteúdo são:

• Newsletter: notícias/informações relevantes e agenda de treinamentos online;
• Página de vídeos curtos sobre uso da plataforma;
• Blog em português: novidades, notícias relevantes sobre carreira, biblioteca e instituição;
• Página da ProQuest em português;
• Página de suporte internacional

Adicionalmente, a editora desenvolveu dois folders digitais direcionados aos usuários da biblioteca virtual da CAPES:

• Bases de dados ProQuest no Portal de Periódicos da CAPES;
• Base de dados Technology Collection.

Springer Nature

Eventuais dúvidas de usuários, tanto referentes à plataforma SpringerLink quanto aos periódicos da Nature.com, devem ser direcionadas para a especialista Paula Sebastiany, pelo e-mail de contato paula.sebastiany@springernature.com.

Antes de contatar a profissional, os usuários podem encontrar respostas aos seus questionamentos nos links abaixo, que reúnem conteúdo/materiais de suporte da editora em inglês:

• Tutoriais
• Guias de Usuário
• Alertas para Bibliotecários

Em português, a editora oferece os tutoriais:
• SpringerLink: Introdução
• SpringerLink: Iniciando a pesquisa
• SpringerLink: eBooks
• SpringerLink: Periódicos
• SpringerLink: Citações & Métricas
• SpringerLink: Usuário Administrador (para bibliotecários)

Está em fase de desenvolvimento o Portal para Bibliotecários – página para divulgação do conteúdo exclusivo do Portal de Periódicos. O site abriga, entre outros dados, vídeos e tutoriais da Springer Nature.

Wiley

Os usuários do Portal de Periódicos têm à disposição vários recursos de pesquisa da Wiley. Para otimizar a experiência de navegação, a editora oferece três canais principais:

• Tutoriais de autoaprendizagem gratuitos e com áudio completo disponível em vários idiomas, inclusive português;

• Guia do usuário para vários conteúdos, incluindo os da Wiley Online Library e da Cochrane Digital Library;

• Registro de alertas que oferece, a partir do preenchimento de um formulário, opções para o usuário ficar por dentro de suas áreas de interesse e novidades da marca.



Fonte: https://copi.jatai.ufg.br/n/106546-links-uteis-para-o-usuario-do-portal-de-periodicos-da-capes

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Tutorial para levantamento bibliográfico


Passo 1: definição do objetivo do levantamento. 

Por que definir um objetivo? Porque assim conseguimos definir as palavras-chave para encontrar os estudos que precisamos. Por exemplo, para um artigo sobre desinformação o objetivo foi "apresentar o conceito de desinformação a partir de outros autores (em especial bibliotecários e cientistas da informação), motivações e tipos". É muito importante ter explicitado o objetivo para entender o que se pretende com a pesquisa. Então: defina um objetivo para este levantamento. 


Passo 2: pesquisa prévia. 

Essa etapa é um teste para verificar se existe bibliografia sobre o assunto e verificar possíveis artigos/trabalhos que possam ser usados como referência para a pesquisa. Exemplo: na minha pesquisa, digitei no Google Acadêmico a palavra “desinformação” e vieram diversos textos interessantes. Selecionei os 10 mais interessantes que serviram de “referência” para que eu fizesse um levantamento dos termos que esses autores usam, se colocam o termo só nos assuntos, ou se colocam no título também etc. Tudo isso é um comportamento informacional dos autores e que vai nos ajudar futuramente com os demais passos.


Passo 3: definição das palavras-chave. 

As palavras-chave utilizadas em um levantamento foram: desinformação, disinformation, misinformation, fake news, pós-verdade, pos truth, competência informacional, competência em informação, literacy competence, information competence. Por que essas palavras? Porque foram termos encontrados em artigos que se tinha como referência e que na pesquisa prévia foram verificados como interessantes para essa busca. Dentro de textos sobre fake news - por exemplo - vamos encontrar as definições, as motivações que o autor do texto elenca para justificar a disseminação desse tipo de informação etc. Mesmo que a gente saiba que desinformação é um assunto muito mais amplo do que fake news, nem todos os autores sabem, então considerar termos que discordamos muitas vezes nos ajudam também.

Dicas para encontrar as palavras-chave: 
  • Usar e abusar de sinônimos (p.ex.: insaturação pode ser encontrada como “sem saturação”) 
  • Consultar as palavras-chave de artigos que já sejam referência para a sua pesquisa 
  • Usar tesauros da área em questão para consultar os termos 
  • Conversar com colegas que entendam do assunto e possam sugerir palavras 

Passo 4: definição das fontes de informação. 

É muito importante definir as fontes de informação mais pertinentes para este assunto porque são nelas que teremos mais chances de encontrar a literatura que desejamos. Na pesquisa prévia, já é possível consultar as fontes que são potenciais, já com intuito de verificar se tem alguma coisa a ser explorado posteriormente. Sugestão: sempre optar por fontes de informação da área em questão. No nosso caso, Ciência da Informação.


Passo 5: definição do recorte temporal e idioma. 

Para a pesquisa sobre desinformação não houve delimitações, apesar de a grande maioria ser de 2018 e 2019, e um misto de inglês com português. Não haviam taaaantos estudos para delimitar nesse ponto, mas com certeza outros assuntos - como “competência informacional” - terão muita coisa, então o correto seria definir uma faixa temporal caso venha muita literatura e também um idioma (que seria o português, mas que não significa não ter estudos no Brasil em inglês).


Passo 6: definição da estratégia da busca. 

Você já tem, nesta etapa, as palavras-chave e o recorte temporal que foram definidos em etapas acima. A estratégia da busca é um esquema que mescla termos autorizados (as palavras-chave que são autorizadas nas fontes de informação para busca. P.ex.: a pesquisa é sobre cachorro. O termo autorizado pode ser “cão”. Então, essa análise é necessária para utilizar os termos corretos, porque uma vez o termo sendo “cão” ao pesquisar “cachorro” pode não aparecer nenhum resultado e se dar a pesquisa por encerrada) com operadores de busca (truncamento e/ou booleanos1 ) Exemplo de estratégia de busca: 

fake news AND pós-verdade AND desinformação OR fake news AND desinformação OR desinformação AND pós-verdade

Você vai montar a estratégia e vai replicar nas bases de dados/revistas e etc. 


Passo 7: realização da busca. 

Com todos os critérios acima, basta executar a busca e salvar os resultados. Uma sugestão é sempre salvar em nuvem para que nenhum resultado seja perdido e possa ser acessado remotamente. Um exemplo é o Mendeley, gerenciador de referências, que possibilita o acesso remoto e tem muito espaço para guardar documentos, além de ser um software gratuito. Semelhante ao Mendeley (e meu desconhecido), tem o Zotero. Também existe as nuvens: Google Drive, OneDrive, Dropbox... esses eu não aconselho porque ao longo do tempo espaço se torna um problema e também usamos para outras (tantas) coisas esses espaços. 


Passo 8: definição de critérios para excluir resultados. 

Uma aluna formanda em Biblioteconomia fez o levantamento dela para o TCC e digamos que deu 100 resultados. Desses 100, apenas 20 foram úteis para pesquisa dela. Por quê? Podem ter diversos fatores, mas pode ser só pelo simples fato da relevância. Os outros 80 combinavam as palavras-chave, porém não eram pertinentes para o trabalho dela. Definir o critério de exclusão é bem pessoal, desde que fundamentado. Alguns exemplos de critérios que poderiam ser adotados: duplicidade (trabalhos duplicados nas bases), diferentes idiomas dos requeridos (se aparecer russo, você utilizará? Já coloque os idiomas que irá trabalhar), estudos que não tratem do tema (mas que ainda assim vieram nos resultados, acontece muito!), não tem o texto completo (daqui a pouco só o resumo não vai servir, então delimite isso), etc... O importante é dizer: foi um total de XX artigos, foram escolhidos YY em função dos seguintes critérios A, B, C e D.


Passo 9: anotação de todo o processo. 

Registre tudo!!! Todas as etapas, datas que foram realizadas, todas as informações sobre essa pesquisa é muito relevante. Muitas vezes, a gente entra em um periódico, faz a pesquisa, acha um monte de coisa, MAS não anotou nada e metodologicamente não pode usar. Então, anote tudo. Uma dica bem funcional é criar um excel e documentar com as seguintes informações:  

Data da pesquisa 
Base de dados 
Estratégia 
Resultados (quantidade total) 
Quantos utilizarei (só os que eu salvei de todos os resultados)

Dá também para criar pastas no Mendeley e jogar os resultados pra lá, para depois fazer uma triagem. 


Passo 10 e último passo: LEITURA. 

O que é o mais difícil: LER TUDO ISSO!! Mas é possível! Foque agora para descansar depois!!! O resultado vem e quando vem é muito prazeroso. 


Este é um tutorial com base na experiência da mestranda e também membro do Grupo de Pesquisa InfoCom Bruna Heller, enquanto usuária de fontes de informação e também como bibliotecária para auxiliar nas pesquisas e em nossos levantamentos bibliográficos. Aprecie sem moderação.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Como será o mundo da pesquisa daqui a 10 anos?

Relatório da Elsevier busca prever como será a pesquisa na próxima década.

Raramente na história da ciência, tecnologia e medicina testemunhamos uma mudança tão rápida e profunda. Os avanços na tecnologia, pressões de financiamento, incertezas, mudanças populacionais, desafios societais uma escala global; estes elementos estão todos combinando – de maneiras incertas – para transformar como a informação de pesquisa é criada e trocada.
O ecossistema de pesquisa está passando por mudanças rápidas e profundas. Essa transformação está sendo alimentada por uma ampla gama de fatores, desde avanços na tecnologia e pressões de financiamento até a incerteza política e mudanças populacionais. Em uma tentativa de entender como essas tendências podem moldar o cenário da pesquisa na próxima década, a Elsevier juntou forças com a Ipsos MORI. Juntas, conduziram um estudo em grande escala, com escopo no futuro e planejamento de cenário. 
O foco deste estudo não foram os tópicos que serão pesquisados nos próximos anos, mas sim como essa pesquisa pode ser conduzida e suas descobertas comunicadas. Foi feita uma revisão de literatura e direcionadores do mercado foram examinados. 
Ao longo de 2018, 56 especialistas das partes interessadas na pesquisa (financiadores, editores, futuristas, tecnólogos, etc) foram entrevistados para saber seus pontos de vista e cerca de 2.000 pesquisadores foram questionados. As entrevistas e a revisão de literatura esboçaram uma imagem das muitas tendências inter-relacionadas; em conjunto com o pesquisadores, foi possível identificar os fatores mais propensos a promover mudanças.

TEMA UM: Financiando o futuro
1. O mix de financiamento está mudando; financiadores públicos terão menos influência sobre as prioridades de pesquisa
2. A China está intensificando o financiamento e a produção de pesquisa;
3. A agenda de pesquisa está mudando; há um foco maior em fazer pesquisa acessível
TEMA DOIS: Caminhos para abrir a ciência
4. As bolsas de pesquisa terão cada vez mais condições científicas abertas;
5. Espera-se que os pesquisadores encabecem a adoção da ciência aberta, mas não sem vivenciar conflitos de interesse;
6. As métricas continuarão a se expandir, habilitadas pelas novas tecnologias;
TEMA TRÊS: Como os pesquisadores trabalham: mudanças à frente
7. Espera-se que novas tecnologias transformem o fluxo de trabalho do pesquisador em 10 anos;
8. Comportamentos e habilidades mudarão a partir da nova geração de pesquisadores que chega em cena;
9. A colaboração levará a pesquisa adiante
TEMA QUATRO: Tecnologia: revolução ou evolução?
10. Big data está rapidamente se tornando a força vital de quase todas as pesquisas;
11. Inteligência artificial (IA) e ferramentas de aprendizado de máquinas estão mudando a forma da Ciência;
12. Blockchain tem o potencial para facilitar a Ciência aberta, mas a tecnologia é está ainda em sua infância e pode não cumprir sua promessa;
13. Realidade aumentada (RA) e realidade virtual (VR) tornar-se-ão ferramentas chave de aprendizagem para um número de institutos;
TEMA CINCO: Construindo o futuro do sistema de informação de pesquisa
14. O papel da revista está se transformando para atender às necessidades modernas;
15. A estrutura do artigo está evoluindo e novas formas se tornarão norma;
16. O sistema de medição se tornará ainda mais crítico;
TEMA SEIS: A academia e além
17. Os cursos irão diversificar a partir de um modelo focado em palestras;
18. Instituições de ensino superior são estruturas em mudança;
19. EdTech vai se tornar um sério maior contendor de educação. Edtech é, por definição, o uso da tecnologia sob a forma de produtos, aplicativos e ferramentas para melhorar a aprendizagem.

TRÊS CENÁRIOS
• Os cenários são futuros plausíveis, ou seja, eles têm o potencial de se desdobrar, mas não são previsões definitivas.
• Nenhum cenário único deve ser “correto”; aspectos de apenas um poderiam se tornar realidade ou eles podem se combinar de várias maneiras.
• Eles são construídos sobre as tendências atuais, ou drivers, derivados da literatura, opinião de especialistas e trabalho de pesquisa.
• Eles foram criados em ambientes de workshop, durante os quais foram feitas escolhas sobre o peso atribuído aos drivers individuais em cada cenário.

CENÁRIO 1 – BRAVO MUNDO ABERTO
Globalmente, os financiadores estatais e as organizações filantrópicas juntaram forças e criaram as plataformas onde a pesquisa que financiam deve ser publicada em acesso aberto (OA). Mas a forma desse acesso aberto varia por região; A Europa é principalmente toda dourada, enquanto a América do Norte e a Ásia são geralmente verdes. Os avanços rápidos em inteligência artificial (IA) e tecnologia significam que essas plataformas estão florescendo. São interoperáveis ​​e o conteúdo é fácil de acessar e exibir. Como resultado, há menos periódicos baseados em assinatura.

Megajournals com baixas taxas de publicação de artigos existem para publicar conteúdo não capturado por plataformas. Os principais periódicos de sociedades continuam ativos, muitos operando um modelo dourado de acesso aberto, mas lutam para conseguir submissões de manuscritos, então a receita é baixa. Preprints prosperam neste mundo e estão ligados às versões finais do artigo, que ainda são reconhecidas como a versão oficial. Beneficiários de pesquisadores do acesso aos dados de várias formas, por exemplo, através de publicações de tamanho pequeno e artigos em estilo de caderno de anotações (notebook-style). Os avanços em IA e tecnologia também proporcionaram novos métodos de geração e comunicação de resultados. Embora a qualidade da pesquisa ainda seja uma medida importante de desempenho, a publicação de periódicos desempenha um papel decrescente na determinação do progresso da carreira de um pesquisador. Cada vez mais, a pesquisa é avaliada em relação aos padrões de impacto social acordados.

CENÁRIO DOIS – TITÃS DA TECNOLOGIA
As fundações filantrópicas e as indústrias são os principais financiadores da pesquisa, com consequências para a comunidade de pesquisa. Alguns estão sentindo esse impacto mais do que outros. Por exemplo, instituições acadêmicas com foco nas ciências da vida. Houve significativos avanços no aprendizado de máquina com sofisticados produtos de inteligência artificial (IA) dirigindo a inovação. Isso levou as grandes empresas de tecnologia e análise de dados a se tornarem curadoras e distribuidores de conhecimento. Artigos de pesquisa e periódicos desempenham um papel muito reduzido, com servidores de pré-impressão e camadas de análise sobre o conteúdo on-line, substituindo algumas de suas funções tradicionais.

Nesse cenário, o artigo científico tornou-se um documento com todos os elementos linkados. Grandes empresas de tecnologia criaram uma mudança no mercado em direção à avaliação desses resultados de pesquisa orientada por Inteligência Artificial; entretanto, os sistemas atuais mostraram-se suscetíveis à manipulação e há pressão para aumentar sua segurança. Nem todos os aspectos da pesquisa estão abertos; por exemplo, onde a indústria está financiando pesquisas, os dados de pesquisa nem sempre são disponibilizados para que as empresas possam manter uma vantagem. Para os pesquisadores, os desenvolvimentos em tecnologia e a consolidação de serviços analíticos revolucionaram a forma como a pesquisa é realizada, permitindo que muitos trabalhem independentemente dos institutos e até de financiadores – a “ciência como serviço” está surgindo à medida que barreiras à entrada são reduzidas ou removidas.

CENÁRIO TRÊS – ASCENDÊNCIA ORIENTAL
O desejo da China de se transformar em uma economia baseada no conhecimento levou a um pesado investimento público em pesquisa e desenvolvimento (P & D) e os sistemas e processos para capitalizar isso em termos industriais e econômicos. Como resultado, o nível de financiamento de P & D da China é proporcionalmente muito maior do que o do Ocidente e continua a crescer, mudando a forma da pesquisa científica. O volume de investimentos da China e de outras nações em pesquisa na região tornou o Oriente ímã para pesquisadores internacionais. A falta de alinhamento global em grandes desafios resultou em ineficiências no mercado internacional. Práticas científicas abertas foram adotadas em alguns países e regiões, mas não todos.

A publicação de periódicos é um modelo misto de acesso aberto (OA) – ouro e verde – e publicação por assinaturas. Governos, indústria e outros financiadores de pesquisa competem por vantagens científicas, distribuição controlada e negociação de dados. Quando se acredita que os dados não contêm mais valor, eles são liberados para que possam ser ligados aos resultados de pesquisa relacionados.

CONCLUSÕES – Qual é o futuro da pesquisa? Pontos de mudança e ciclos virtuosos
De acordo com os autores do estudo, chegamos a um ponto de inflexão. Como a pesquisa é concebida, concluída e comunicada vai mudar dramaticamente ao longo do próximos 10 anos. Novos modelos de financiamento surgirão, novos métodos de colaboração se desenvolverão e novas formas de conceituar a pesquisa e medir seu impacto surgirão, impulsionadas pelos avanços da tecnologia e pelas idéias de uma nova geração. Embora os avanços tecnológicos tenham potencial para serem disruptivos, é provável que o que veremos serão práticas e modelos de pesquisa e publicação mais rápidos, mais justos e mais abertos. Espera-se que os pesquisadores se beneficiem da maior flexibilidade de carreira, melhor feedback sobre sua ideias emergentes e melhor reprodutibilidade.
Os cenários apresentados são mais do que apenas resumos das principais tendências, eles são histórias cuidadosamente construídas, projetadas para nos transportar para o futuro. São provocantes e desafiam as normas de hoje. Em cada um deles, fica claro que “Business as usual” não será mais possível. Esses cenários não pretendem ser previsões – como o futuro se desdobrará dependerá de como os principais drivers se combinarão e a velocidade com que se desenvolverão. Mas eles nos fornecem “fundações” sobre as quais podemos construir.
Eles demonstram que, se a mudança positiva é para ser sustentável, a ação deverá ocorrer em uníssono em todos as áreas que examinamos, da educação ao pesquisador até o fluxo de trabalho. Eles sublinham que todos nós que trabalhamos no mundo da pesquisa compartilham a responsabilidade de criar um novo ambiente em que a ciência e a pesquisa podem florescer; ninguém pode fazer isso sozinho e temos que estar preparados para abraçar a mudança. 
Tecnologia, especialmente IA e ciência de dados, formas de coleta de dados, a quantidade de pesquisa produzida, como é relatada e a velocidade da  Ciência. Financiadores exigem novas formas de entrada para moldar a agenda de pesquisa e criar novas métricas que medem o impacto e estão vinculadas a recompensas que impulsionam os pesquisadores. Isso dá licença aos pesquisadores para explorar o potencial da nova tecnologia de forma mais criativa.

Nova geração de pesquisadores trabalhará mais rápido,
realizando pesquisas com big data e feedback global

Pesquisadores com experiência digital querem trabalhar mais rápido, realizar pesquisas com big data em escala e iterar seu trabalho recebendo feedback rápido de colaboradores e colegas globalmente. Provedores e financiadores de soluções de informação fornecer plataformas para isso acontecer e criar maneiras pelas quais a qualidade pode ser medida e monitorada, incentivando os pesquisadores do futuro. 
Em relação à ciência aberta, a ideia baseia-se na perspectiva de que todos os tipos de conhecimento devem ser abertamente compartilhados tão cedo quanto possível, de tal forma que outros possam colaborar e contribuir, e onde dados de pesquisa, notas de laboratório e outros processos de pesquisa estejam disponíveis gratuitamente, sob termos que permitem reutilização, redistribuição e reprodução da pesquisa e seus dados e métodos subjacentes.  Embora os pesquisadores possam querer ver mais ciência aberta, atualmente estão limitados pela infra-estrutura oferecida. Ferramentas tecnológicas para apoiar a disseminação aberta vão aumentar gradualmente em escopo e número, uma tendência que certamente continuará na próxima década.
Para instituições e financiadores, há uma crescente pressão para demonstrar o impacto de suas pesquisas em nível da sociedade.
A reprodutibilidade é outra vertente, considerada vital para a integridade da história da  pesquisa. Garantir que outro pesquisador possa replicar os resultados de um estudo anterior usando os mesmos materiais e procedimentos utilizados pelo investigador original é visto não apenas como crucial para a verificação dos resultados, mas uma maneira importante de conduzir o futuro de um campo de pesquisa.

Confira o Relatório completo:
ELSEVIER; IPSOS MORI. Research futures: drivers and scenarius. Full Report. Feb. 2019. Disponível em: https://www.elsevier.com/__data/assets/pdf_file/0011/847955/Research_Futures_full_report_Feb2019.pdf Acesso em: 06 April 2019.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Apoio ao Pesquisador




Você conhece a página do Sibi-USP 


Se não, está na hora de conhecer:


Escrita e Publicação Científica
Bases de Dados
Fontes de Informação
Identificação do Pesquisador
Dados de Pesquisa
Gerenciadores de Referências e Citações
Agências e Oportunidades de Financiamento
Integridade e Prevenção do Plágio


Acesse e Confira:







Imagens:

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Uso de Livros nas Pesquisas Científicas

Que conteúdo trazem os livros e como se diferenciam das revistas?

Como os livros se encaixam no P&D (pesquisa e desenvolvimento) acadêmico e no currículo educacional? 

Por que livros são importantes para pesquisadores?


Essas perguntas são respondidas e comentadas no artigo: 




Boa leitura!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Redes Sociais de Ciência e Pesquisa




É uma plataforma gratuita para pesquisadores compartilharem papers de pesquisas. Sua missão é acelerar a pesquisa no mundo. Além de compartilhar seus trabalhos, o pesquisador pode monitorar análises profundas sobre  o impacto destes e acompanhar  as  pesquisas dos colegas.
1.906.517 é o número de pesquisadores assinantes do serviço, adicionando 1.580.436 papers e 559.381 interesses de pesquisa. O site recebe acima de 3.9 milhões de visitas por mês.


É uma mistura de gerenciador de referências (gratuito) com rede social acadêmica, onde, além de ajudar a organizar a pesquisa, é possível colaborar online com outros pesquisadores e acompanhar novos trabalhos. Ele também importa papers de outros softwares de pesquisa. É necessário fazer o download do software, mas pode ser usado online também, com acesso em iPod e iPad e compatível com Windows Word 2003, 2007, 2010, Mac Word 2008, 2011, OpenOffice 3.2 e BibTeX, sendo possível sincronizar o online com o desktop.


Semelhante ao Academia.edu é uma plataforma gratuita para cientistas compartilharem papers de pesquisas. Possui mais de 2 milhões de membros. Também possui  análises métricas para o pesquisador mensurar o alcance da influência do seu trabalho. Foi fundado em Berlim.


Como o Mendeley, o Zotero também organiza referências e compartilha pesquisa gratuitamente. Cobre centenas de sites, permite adicionar em sua biblioteca artigos do JSTOR, New York Times e livros de catálogos online de bibliotecas, por exemplo. É possível adicionar arquivos em PDF, imagens, vídeos e o que mais você desejar. É necessário fazer o download do software, e como o Mendeley, também pode ser usado online sincronizando-o com o desktop. Um dos seus fundadores é o The Institute of Museum and Library Services, em Washington.


Quem souber de outras, poste nos comentários!



Fontes:

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Working Together: evolving value for academic libraries

Estamos experienciando uma época em que o mundo material cada vez mais é permeado pelo mundo digital, a informação digital vêm substituindo  a informação em suportes analógicos e onde muito se têm discutido o futuro das bibliotecas. Assim, acreditamos que  o relatório da pesquisa abaixo apresentado é muito interessante para uma primeira clarificação do caminho a ser seguido pelas bibliotecas acadêmicas.

O projeto de pesquisa teve duração de 6 meses (janeiro a maio de 2012)  e foi financiado pelo editor científico Sage, tendo como principal objetivo investigar o valor das bibliotecas acadêmicas para os pesquisadores. A pesquisa foi baseada em oito estudos de caso em três amplas regiões geográficas. A intenção foi investigar exemplos de boas práticas. A equipe de pesquisa também buscou sugestões entre a comunidade profissional. As instituições selecionadas para o estudo  mantém pesquisa e ensino acadêmicos intensivos. São elas:

Scandinavia: Karolinska Institutet, Sweden; Oslo and Akerhus University College, Norway
USA: Purdue University; Towson University, Maryland; University of Utah; Wake Forest University
UK: University of Nottingham; University of Sussex

Os objetivos e questões principais do trabalho:

Providenciar para a comunidade que compõe a biblioteca acadêmica um melhor entendimento das conexões entre bibliotecas acadêmicas e departamentos acadêmicos,  e identificar práticas para melhorar a relações de trabalho entre ambos. Identificar como as bibliotecas podem melhorar o marketing dos seus serviços, influenciando  assim, as percepções dos pesquisadores sobre estes.

 Recomendações derivadas dos resultados da pesquisa:

Para Bibliotecários:

  • Promover a relevância das habilidades biblioteconômicas para o ambiente de informação digital
  • Alcançar usuários pelo melhoramento da comunicação e construindo relações pessoais.
  • Ir além da zona de conforto, como por exemplo, desenvolvendo habilidades no ensino e marketing.
  
Para Administradores de Bibliotecas:

  • Dar suporte ao desenvolvimento da equipe providenciando treinamento apropriado e oportunidades.
  • Coletar evidências do valor dos seus serviços – qualitativamente e quantitativamente – e usá-los sistematicamente entre as partes interessadas.
  • Documentar os processos e estratégias efetivas para a construção de parcerias com os pesquisadores para que esses possam  ser facilmente replicados.

Para Instituições:

  • Reconhecer e identificar a contribuição da biblioteca  como um todo, não somente pelos serviços prestados pelos bibliotecários cujo setor seja mais ligado aos pesquisadores, mas reconhecer também a biblioteca como organização administrativa.
  • Dar suporte para que o status dos bibliotecários e profissionais da informação sejam equivalentes aos dos pesquisadores.


Fonte: newsletter Sage: Wednesday, June 20, 2012 11:39 AM
Subject: Are you demonstrating library value to your teaching and research staff?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Estadia Acadêmica no Exterior



Para quem pretende realizar pesquisa ou estadia acadêmica no exterior pela primeira vez, o artigo da profa. Maria Cristiane B. Galvão vêm a calhar: em forma de roteiro, dá ótimas dicas para a concretização dessa importante experiência: