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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Divulgação Científica no Metrô


O Núcleo de Apoio à Pesquisa Fluidos Complexos (NAP-FCx) da USP realiza, durante os dias 2 a 29 de novembro, a exposição “Proteínas e Saúde: A essência da vida”, no Espaço Cultural da Estação República do  metrô.
O objetivo é mostrar à população a relação entre as proteínas e a saúde, de uma forma interdisciplinar, com conceitos de física, química, biologia, saúde e alimentação no Brasil. Em um espaço de 100 metros quadrados, o público poderá fazer visitas monitoradas e ver painéis explicativos, vídeos; participar de jogos com estruturas químicas de proteínas; realizar avaliação do conteúdo corporal de músculos; visualizar como as proteínas fazem parte de uma dieta balanceada, através de uma linguagem acessível, sem ser acadêmica. No dia 23, por exemplo, já está confirmada uma monitoria em libras para visitantes surdos.
Para essa exposição foi escolhido um local externo à Universidade e com circulação intensa de pessoas. Inicialmente, foi pensado um parque ou um museu, mas “para alcançar mais pessoas, inclusive aquelas que não têm muito contato com cultura e ciência, foi escolhida uma estação do Metrô”, destacou a responsável pela concepção do projeto, Vera Bohomoletz Henriques, professora do Instituto de Física (IF) da USP.

Diariamente, 182 mil pessoas circulam no Espaço Cultural da Estação República, que existe há 30 anos, no qual acontecem todo mês atividades da Linha da Cultura do Metrô, relacionadas às artes plásticas e música, mas é a primeira vez que abriga uma exposição científica de uma universidade pública.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Biologia Mecânica: um novo campo de estudo

Julio Fernandez, professor de Ciências Biológicas na Universidade de Columbia têm desenvolvido em sua carreira um novo campo – a Biologia Mecânica -  a fim de compreender  as substâncias orgânicas por meio da Física, Engenharia e Ciência da Computação. Ele estuda as proteínas que constroem o corpo humano, que, quando se ligam de forma errada, podem causar doenças. Sua equipe constrói seu próprio equipamento e seus próprios softwares para analisar os  dados.
Tradicionalmente, os cientistas estudam proteínas em tubos de ensaio, método que Fernandez acredita não oferecer acurácia suficiente para a complexa bioquímica do corpo, pois “no tubo de ensaio, como é possível saber o que está acontecendo a algo que requer força mecânica para estender e relaxar?”, ele diz, se referindo à extensão e contração que acontece com as proteínas quando elas se ligam umas às outras no corpo.
Em artigo  publicado na edição de novembro de 2011 da Nature Chemistry, a equipe de Fernandez fez a primeira observação direta de como as pontes dissulfeto se reordenam dentro de uma proteína. Elas desempenham um papel central no controle da elasticidade dos tecidos. Para esse experimento a equipe usou uma força atômica microscópica – um dispositivo desenvolvido por físicos nos anos 80 para estudar itens tais como chips de computador em nanoescala, mas adaptado para examinar  substâncias biológicas.
Além de estudarem como a elasticidade do músculo funciona, eles também estão tentando entender a elasticidade do principal receptor implicado na infecção pelo HIV – outra proteína com pontes dissulfeto. “Nós estamos tentando revolucionar a bioquímica das proteínas a partir do ponto de visão das forças mecânicas”, diz Fernandez.
Assista o vídeo onde o prof. Julio Fernandez fala sobre esse novo campo que estuda a dinâmica das proteínas: