terça-feira, 12 de março de 2019

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Plataforma Alumni USP




Você ex-aluno da USP, conhece a Plataforma Alumni USP?


Foi criada para reunir antigos alunos de graduação e pós-graduação e ainda oferece várias vantagens, entre elas:


E-mail
Todos os usuários cadastrados na plataforma têm direito a utilizar um endereço de e-mail personalizado @alumni.usp.br
Acervo Online
Tenha acesso ao acervo digital da USP do Sistema Integrado de Bibliotecas da faculdade, incluindo os conteúdos disponibilizados no Portal Capes.
G-Suite
A USP desenvolveu uma parceria com a Google para que alunos, docentes, servidores e ex-alunos tenham acesso aos recursos da plataforma G Suite for Education.


Cadastre-se pelo site:

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O que é Curadoria de dados de pesquisa?


A curadoria de dados de pesquisa é o processo de gerenciamento de dados de pesquisa durante todo o seu ciclo de vida para disponibilidade em longo prazo e reusabilidade. 

Agências de financiamento, universidades e governos têm valorizado a gestão de dados de pesquisa, uma vez que o acesso aos dados de aumenta a eficiência das atividades e o financiamento de pesquisa. Assim, muitas universidades estabeleceram ou planejam estabelecer serviços de curadoria de dados de pesquisa como parte de seus Repositórios Institucionais [1]. Entretanto, de nada adianta manter Repositórios Institucionais de Dados de Pesquisa se não houver envolvimento dos docentes, alunos e funcionários, bem como bons serviços de orientação e curadoria de dados de pesquisa.

Nesse cenário, qual é o papel do bibliotecário ou gestor de dados de pesquisa?

Quais são as práticas de curadoria de dados de pesquisa em repositórios institucionais que devem ser adotadas?


Antes mesmo de iniciar suas atividades de pesquisa, o pesquisador deve elaborar um Plano de Gestão de Dados e o bibliotecário pode apoiar o pesquisador nesse momento. Um bom Plano de Gestão de Dados já é meio caminho andado para um eficiente depósito e cadastro do conjunto de dados de uma pesquisa no Repositório Institucional. 

Reuniões e entrevistas com os pesquisadores para avaliar seus dados e necessidades de curadoria são recomendadas pois afetam positivamente as atividades posteriores que envolvem os dados. As reuniões determinam que tipo de ajuda os pesquisadores (fornecedores de dados) precisam: como os dados e a documentação de dados podem ser organizados, quais os melhores formatos e a nomeação de arquivos, além dos metadados mais apropriados. 

Dessa forma, em poucas palavras, serviços de curadoria de dados científicos incluem, mas não se limitam a:
  1. Receber solicitação de depósito de dados de pesquisa;
  2. Validar os dados do pesquisador; 
  3. Receber e transferir o Plano de Gestão de Dados do pesquisador para o Repositório;
  4. Receber e transferir os dados de pesquisa do pesquisador para o Repositório;
  5. Converter dados para diferentes formatos e/ou renomear arquivos;
  6. Identificar, adicionando metadados e descritores aos conjuntos de dados;
  7. Selecionar o período de preservação do conjunto de dados (curto, longo ou permanente);
  8. Selecionar o nível de acesso aos dados (público, embargado, restrito);
  9. Carregar e publicar o PGD e os dados depositados;
  10. Atribuir e ativar o DOI aos dados;
  11. Garantir a descoberta desses dados pelos mecanismos de busca como Google Data, por exemplo; 
  12. Manter os dados atualizados replicados em outros repositórios, para garantir sua preservação e acesso;
  13. Analisar o acesso e reúso dos dados;
  14. Elaborar Guias e Tutoriais baseados nas políticas institucionais e melhores práticas.
Longe de esgotar as discussões sobre o assunto, a ideia é começar a desmitificar o tema para iniciar o planejamento desse novo serviço na Biblioteca. Nesse processo, é importante refletir sobre as necessidades do pesquisador, as políticas adotadas pela instituição e as melhores práticas com relação à curadoria de dados de pesquisa para então adaptar os procedimentos a cada área de conhecimento, comunidade de pesquisa e realidade da Biblioteca.


== REFERÊNCIAS ==
[1] LEE, Dong Joon; STVILIA, Besiki. Practices of research data curation in institutional repositories: A qualitative view from repository staff. PLOS One, v.12, n.3, e0173987, 2017. Disponível em: <https://doi.org/10.1371/journal.pone.0173987> Acesso em: 22 dez. 2018.

Como citar este post [ABNT/NBR 6023]:

DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Curadoria de dados de pesquisa: o que é isso e como começar? São Paulo: SIBiUSP, Jan. 2019. Disponível em: < https://www.sibi.usp.br/noticias/curadoria-de-dados-de-pesquisa-o-que-e-isso-e-como-comecar/> Acesso em: DD mês. AAAA.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Feliz Natal a Todos os Leitores

Chegamos a mais um Natal!


A Biblioteca Central do Campus da USP - Ribeirão Preto deseja a todos os seus leitores um festivo e harmonioso Natal.

E para comemorá-lo, trazemos um vídeo do History Channel sobre a História do Natal.


Feliz Natal a todos nós!




terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Repository Finder: encontrando dados de pesquisa


Cada vez mais agências de financiamento de pesquisas estão exigindo que os dados de pesquisa estejam disponíveis em acesso aberto em repositórios apropriados. Além da necessária preparação e curadoria de dados, determinar qual repositório escolher é muito importante.
Repository Finder é um projeto piloto do Enabling Data Project FAIR, liderado pela American Geophysical Union (AGU) em parceria com a DataCite e a comunidade de ciências da terra, espaço e ambiente, pode ajudá-lo a encontrar um repositório apropriado para depositar seus dados de pesquisa. A ferramenta é hospedada pelo DataCite e consulta o registro re3data de repositórios de dados de pesquisa.
DataCite é uma organização global sem fins lucrativos que fornece identificadores persistentes (DOIs) para dados de pesquisa e respectivos metadados, que promovem a identificação única e a descoberta dos dados na internet. Ao trabalhar de perto com centros de dados para atribuir DOIs a conjuntos de dados e outros objetos de pesquisa, o DataCite desenvolve uma infraestrutura robusta que suporta métodos simples e eficazes de citação, descoberta e acesso a dados. Os dados citáveis ​​se tornam contribuições legítimas para a comunicação acadêmica, abrindo caminho para novas métricas e modelos de publicação que reconhecem e recompensam o compartilhamento de dados.
A chave para tornar os dados passíveis de serem citados, pesquisáveis ​​e acessíveis é equipar os conjuntos de dados com metadados – descrições e fatos e números sobre os dados – que atendem aos padrões básicos e seguem um esquema uniforme e consistente. O Grupo de Trabalho de Metadados determina e mantém o padrão de metadados do DataCite, em consulta com os membros do DataCite e sob a orientação do DataCite Board. O grupo de trabalho procura ativamente a contribuição da comunidade mais ampla e coordena com os padrões da comunidade, como ORCID , Open Funder RegistryIDF e DCMI.
Caso não identifique um repositório na área de conhecimento da sua pesquisa ou para seu tipo de dado, você poderá usar um repositório geral multidisciplinar, como:
Você também pode ter um repositório institucional ou outros recursos locais disponíveis em sua organização para você. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Sugestão de Livros: formulário






O objetivo deste formulário é coletar e listar as obras que são de interesse
dos alunos e que não existe disponível no acervo. Assim, podemos encaminhar estes pedidos para cada unidade e sugerir estes itens para compra.

Porém, antes de fazer sua sugestão, atenção ao seguinte: serviço disponível apenas para alunos de graduação, pós-graduação, pós-doc, docentes e funcionários do Campus USP Ribeirão Preto.

Antes de indicar uma obra, verifique no Dedalus se a biblioteca possui o material no acervo: www.dedalus.usp.br

As sugestões serão avaliadas, encaminhadas para a Comissão Assessora de Biblioteca e adquiridas conforme a disponibilidade de recursos financeiros, por isso, não é possível prever a data da compra.

É importante salientar que essas indicações são sugestões que encaminhamos para as Unidades realizarem a compra de livros. Por essa razão, orientamos que você também faça o pedido para seu professor, pois é através da indicação de docentes que as Unidades realizam a aquisição de livros.


Acesse o Formulário aqui:



Obrigada!


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

e-volution, livros para a gradução




A FMUSP, em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação, assinou a plataforma de livros eletrônicos E-volution da Editora Elsevier para todos os alunos de graduação de toda USP
São 310 títulos de ebooks com conteúdo da área médica, em português, que podem ser acessados por meio de computadores, tablets e smartphones, mediante cadastro prévio.
Títulos como: Robbins Cotran patologia: bases patológicas das doenças (9.ed.); Imunologia Celular e Molecular (8.ed.); Fisiologia Médica (2.ed.); Goldman Cecil Medicina (24.ed.); Robbins patologia básica (9.ed.); Thompson & Thompson genética médica (8.ed.); Berne e Levy fisiologia; Microbiologia Médica (7.ed.); Netter atlas de anatomia humana (6.ed.); Gray´s anatomia clínica para estudantes (3.ed.); Rang & Dale farmacologia (8.ed.) dentre centenas de outros.
Os livros podem ser baixados para leitura off-line e a plataforma permite, ainda, anotações nas páginas, marcadores de texto, seleção de favoritos, cópia de partes do conteúdo, montagem rápida de power point para uso em aulas.
Procure a biblioteca de sua Unidade, faça seu cadastro em um dos equipamentos da USP e baixe o aplicativo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Semana Internacional do Acesso Aberto

A Semana Internacional do Acesso Aberto (Open Access Week), que acontece de 22 a 26 de outubro de 2018, comemora grandes novidades que prometem alavancar o movimento em todo o mundo.
No início de setembro de 2018, uma coalizão de financiadores de pesquisa em toda a Europa anunciou que, a partir de 1º de janeiro de 2020, todo trabalho científico publicado com a ajuda de financiamento público deverá estar disponível em acesso aberto para leitura e download. O chamado cOAlition S ou Plano S, lançado pela Science Europe, é um projeto da União Europeia vinculado a 13 agências de financiamento de pesquisa de 12 países europeus [1].
Nos termos do acordo, os cientistas que estiverem realizando novos contratos de financiamento de órgãos públicos participantes terão que disponibilizar livremente quaisquer documentos de pesquisa para leitura e download imediatamente após a publicação em plataformas de acesso aberto. A iniciativa basicamente proibiria os pesquisadores que trabalham com dinheiro público de publicar em títulos influentes, incluindo Nature e Science, que ainda não são totalmente abertos. A publicação em periódicos híbridos de acesso aberto também seria proibida, confirmou a coalizão, embora uma fase de transição seja implementada [2].
Apesar do movimento em torno do acesso aberto ter sido iniciado há cerca de 15 anos, hoje no Reino Unido, somente 37% das produções acadêmicas são publicadas em periódicos e plataformas de acesso aberto (Dados da SCONUL- The Society of College, National and University Libraries). Hoje, é consenso que a continuidade do movimento do acesso aberto depende de ações mais efetivas. Como a Science Europe observa, o sistema de recompensas em pesquisa precisa de atenção para promover uma cultura na qual a abertura é incentivada. Iniciativas como a Declaração de São Francisco sobre Avaliação de Pesquisa (DORA), o Manifesto de Leiden, e a Matriz de Avaliação de Carreira do Open Science (OS-CAM) são passos em direção a isso, além do Fórum de Métricas Responsáveis de Pesquisa.
Desde o anúncio do “Plano S” tem havido muito debate sobre o que ele representa. Como era de se esperar, as grandes editoras não reagiram bem. A International Association of Scientific, Technical and Medical Publishers (https://www.stm-assoc.org/) pediu “cautela”, sugerindo que tal transição tem o potencial de criar “limitações às liberdades acadêmicas”, assim como limitar “a viabilidade geral e a integridade do registro científico”[3].

Os 10 Princípios do Plano S

O princípio fundamental é o seguinte:

“Após 1 de janeiro de 2020, publicações científicas sobre os resultados de pesquisas financiadas com subvenções públicas fornecidas por conselhos nacionais e europeus de pesquisa e órgãos de financiamento devem ser publicadas em periódicos de acesso aberto compatíveis ou em plataformas de acesso aberto compatíveis.” [1].

Além disso:
  • Os autores mantêm os direitos autorais de sua publicação sem restrições. Todas as publicações devem ser publicadas sob uma licença aberta, preferencialmente a licença Creative Commons Attribution CC BY. Em todos os casos, a licença aplicada deve cumprir os requisitos definidos pela Declaração de Berlim;
  • Os financiadores assegurarão conjuntamente o estabelecimento de critérios e requisitos robustos para os serviços que os periódicos de acesso aberto de alta qualidade e plataformas de acesso aberto devem fornecer;
  • Caso tais periódicos ou plataformas de acesso aberto de alta qualidade ainda não existam, os financiadores fornecerão, de forma coordenada, incentivos para estabelecê-los e apoiá-los quando apropriado; também será fornecido apoio para infra-estruturas de acesso aberto, quando necessário;
  • Quando aplicável, as taxas de publicação do Acesso Aberto são cobertas pelos financiadores ou universidades, não por pesquisadores individuais; Reconhece-se que todos os cientistas devem poder publicar o seu trabalho Open Access, mesmo que as suas instituições tenham meios limitados;
  • Quando as taxas de publicação do Acesso Aberto são aplicadas, seu financiamento é padronizado e limitado (em toda a Europa);
  • Os financiadores solicitarão às universidades, organizações de pesquisa e bibliotecas que alinhem suas políticas e estratégias, principalmente para garantir transparência;
  • Os princípios acima devem ser aplicados a todos os tipos de publicações científicas, mas entende-se que o cronograma para alcançar o Acesso Aberto para monografias e livros pode ser maior que 1º de janeiro de 2020;
  • A importância dos arquivos e repositórios abertos para hospedar os resultados da pesquisa é reconhecida por causa de sua função de arquivamento a longo prazo e seu potencial de inovação editorial;
  • O modelo ‘híbrido’ de publicação não é compatível com os princípios acima;
  • Os financiadores monitorarão o cumprimento e sancionarão o descumprimento.[1]
Nesse cenário, os repositórios institucionais de produção científica e as revistas em acesso aberto ganham importância inequívoca. De acordo com Bill Hubbard do Jisc (Joint Information Systems Committee United Kingdom), o Plan S permitirá que os repositórios se tornem mais abrangentes e inovadores no acesso, uso, mineração de dados, seleção e reempacotamento de conteúdo. Ir além do material publicado abordado no Plano S para incluir dados de pesquisa e outros produtos do processo de pesquisa só aumentará o potencial dos repositórios. Ainda segundo Hubbard, o prazo de 2020 que foi definido pelo Plano S cria urgência para as universidades encontrarem soluções e para organizações de apoio ao setor, como a Jisc, impulsionarem essa mudança [4].
== REFERÊNCIAS ==
[1] SCIENCE EUROPE. COAlition S. Disponível em:<https://www.scienceeurope.org/coalition-s/> Acesso em 21 Oct. 2018.
[2] PELLS, Rachael. European funders set 2020 deadline for open access publishing. THE World University Rankings Blog, Sept. 4, 2018. Disponível em:<https://www.timeshighereducation.com/news/european-funders-set-2020-deadline-open-access-publishing> Acesso em: 21 Oct. 2018.
[3] PELLS, Rachael. Plan S: a shock or a solution for academic publishing? THE World University Rankings Blog, Sept. 7, 2018. Disponível em:<https://www.timeshighereducation.com/news/plan-s-shock-or-solution-academic-publishing> Acesso em: 21 Oct. 2018.
[4] HUBBARD, Bill. Plan S will bring many changes, but the death of the repository should not be one. THE World University Rankings Blog, Oct. 20th 2018. Disponível em: <https://www.timeshighereducation.com/plan-s-will-bring-many-changes-death-repository-should-not-be-one> Acesso em: 21 Oct. 2018.

Reprodução de artigo publicado: