Entrevista realizada em 2014 quando da sua visita ao Brasil para ministrar palestra no International Workshop on Game Theory and Economic Applications of the Game Theory Society (IWGTS), realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA).
terça-feira, 26 de maio de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Saber Saúde: Febre Chikungunya
O programa Saber Saúde da TVUSP traz entrevista com o Prof. Amaury Lelis Dal Fabbro do Depto. de Medicina Social da FMRP-USP sobre a Febre Chikungunya.
Informe-se!
sexta-feira, 8 de maio de 2015
A introdução do artigo: mais importante do que você pensa!
Editores e revisores
de periódicos buscam por novidade, relevância e artigos significativos para seu público quando leem os papers submetidos a eles. O abstract pode sinalizar essas características, mas não provê espaço
para que estas possam ser comprovadas. A introdução é o lugar para isso. É apresentado aqui,
um resumo para ajudar os pesquisadores a melhorarem a introdução de seus
artigos (com base em estudos de Linguística Aplicada).
Os 6 estágios no
desenvolvimento do seu argumento na introdução
Sim, você está
escrevendo um argumento. Seu objetivo é convencer seu leitor que o estudo que
você conduziu é novo, traz uma questão relevante para a área e por isso é
importante. A Linguística Aplicada
identificou 6 estágios no processo de argumentação cujo uso ajudará os
autores a alcançarem seus objetivos com sucesso. É importante notar que a ordem
de uso nem sempre acontece conforme a lista abaixo:
1-Apresentar
o contexto (background) da sua
pesquisa, explicando sua importância para a área e para os leitores do
periódico.
2-Apresentar
o embasamento teórico existente oriundo dos trabalhos de outros pesquisadores
sobre o problema que você levantou.
3-
Indicar a necessidade de mais investigação a fim de preencher/esclarecer gaps
deixados pelos trabalhos anteriores; ou criar um nicho de pesquisa no qual seu
trabalho venha de encontro.
4-
Aqui trazemos três alternativas, dependendo do seu campo de pesquisa e das
convenções do periódico:
a) Declarar os propósitos /objetivos do
estudo.
b) Delinear a atividade principal do
artigo, por ex.: “Aqui nós analisamos... e investigamos...”
c) Resumir os resultados do trabalho
(recurso usado somente em algumas áreas de pesquisa e adotado por alguns
periódicos).
5-
Opcionalmente selecione pontos positivos ou benefícios que a pesquisa traz.
6-
Algumas áreas de pesquisa incluem um mapa de como o resto do artigo está
organizado.
Outro
ponto a considerar, caso você ache necessário, é a leitura de artigos recentes
publicados no periódico em que você deseja submeter seu paper. Essa é uma estratégia importante quando se está preparando
um manuscrito para submissão: analisar artigos bem citados do “periódico alvo”.
Use o processo de escrita para deixar sua
argumentação clara.
A experiência no uso dos estágios
acima citados indica que começando a escrever a introdução pelo estágio 4 você
poupará tempo na empreitada de conseguir uma argumentação realmente efetiva -
pois iniciá-la a partir desse ponto o ajudará a mapear quais serão as evidências
que você precisará para os outros estágios.
O estágio 4 deve ser escrito a partir
de análises e interpretações dos seus resultados no contexto da pesquisa.
Certifique-se que as sentenças escritas nesse estágio estejam compreensíveis e
incluam todos os parâmetros que tornam seu trabalho novo e significante. Uma vez
que você e seu (s) coautor (res) estejam satisfeitos com o que foi escrito, escreva
um estágio 3 claro e coerente – não deixando que seus leitores adivinhem ou
façam suposições sobre os gaps que
você está objetivando preencher ou sobre o problema que você está
identificando.
Por meio dos
estágios 3 e 4 você poderá levantar os termos chave que precisarão ser
introduzidos nos estágios iniciais da introdução, sempre obedecendo um fluxo
lógico, e escrevendo do modo mais claro possível – a fim de atrair os leitores
do periódico já no início do seu artigo.
Trad. livre nossa de: Article introductions: more important than you thought!, de Margaret Cargill and Patrick O’Connor
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Perfil da Enfermagem no Brasil
A enfermagem hoje no país é composta por um quadro de 80% de técnicos e auxiliares e 20% de enfermeiros.
A conclusão é da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (6/5), em Brasília, cujos resultados também apontam desgaste profissional em 66% dos entrevistados e grande concentração da força de trabalho na Região Sudeste (mais da metade das equipes consultadas). O mais amplo levantamento sobre uma categoria profissional já realizado na América Latina é inédito e abrange um universo de 1,6 milhão de profissionais. O estudo foi realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por iniciativa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e a coordenação-geral ficou a cargo da ENSP/Fiocruz.Leia a matéria completa:
Pesquisa inédita traça perfil da enfermagem no país
segunda-feira, 27 de abril de 2015
A proliferação de métricas falsas e como identificá-las
Ao receber uma carta dizendo que sua publicação foi avaliada e aceita
para ser incluída numa nova base indexadora mediante o pagamento de x quantia,
você deve comemorar ou desconfiar que é uma fraude?
Recentemente vêm ocorrendo uma proliferação de métricas falsas para
ranqueamento de periódicos científicos. A autora cita dois artigos que discutem
esse problema. O primeiro artigo publicado na Bioessays, de Gutierrez, Beall e Forero, atribui esse fenômeno ao
crescimento de publicações periódicas predatórias, com práticas científicas
questionáveis, as quais precisam de uma boa posição em rankings de avaliação para aparentarem uma boa reputação.
O segundo artigo, publicado na The Scholarly Kitchen, de Phil Davis, também reconhece esse problema,
acreditando que o uso de tais métricas corrói a credibilidade de todas as demais
métricas, tanto as respeitáveis quanto as predatórias. Os dois artigos esboçam
as causas e as consequências dessas métricas espúrias dentro da indústria de
publicações acadêmicas, surgindo daí a questão sobre como podemos
identificá-las.
Para os editores não afiliados às grandes editoras – já bastante familiarizadas
aos procedimentos para alimentação de bases de dados, reconhecendo assim com
mais facilidade a fraude – existem alguns passos a serem observados antes de
aceitar a inclusão de sua publicação
numa nova base indexadora:
Pesquise a
Companhia
Uma simples busca na internet encontrará opiniões de outros editores a respeito de uma nova métrica em particular. Busque e explore o seu site: qual sua história? Tem endereço ou contato para correções de dados?
É solicitado pagamento adiantado?
Pouquíssimas métricas de boa reputação pedirão uma taxa para indexar (e utilizar a métrica) em uma revista, pois indexar um conteúdo de qualidade melhora o valor da base; e, em contrapartida, a menção à métrica no site da revista providenciará tráfego direto para eles. Assim, seja cauteloso ao pedirem pagamento.
A base divulga a fórmula matemática da sua métrica?
Saber que a sua publicação possui o fator x (nº
qualquer) sem conhecer o cálculo da métrica, ou o seu significado no contexto
de outras revistas indexadas, faz com que esse número seja inútil. Assim, eles precisam explicar como calculam
esse número e esse cálculo precisa fazer sentido.
Qual a sua fonte de dados?
Nunca acredite numa métrica se você não puder identificar e validar o conjunto de dados utilizados. Uma métrica de citação deve extrair os dados de uma base de dados de citação robusta. Diferente de uma base de dados que indexa e resume artigos, uma base de citação precisa indexar as listas de referências do artigo. E em seguida deve contar as citações pelas formações de ligações entre as referências e outros artigos indexados. Uma métrica acurada de citação depende de uma base de citação cuidadosamente selecionada, que evite a indexação de artigos duplicados ou não confiáveis. As bases de dados de citações mais confiáveis são a Web of Science da Thomson & Reuters e o Scopus da Elsevier, as quais usam como métricas o Fator de Impacto, o SCImago Journal Rank (SJR) e a the Source Normalised Impact per Publication (SNIP). O Google Scholar é outra base popular (e gratuita), embora a qualidade de seus dados seja menos robusta.
Saber se
eles citam sua própria fonte de dados – como eles são compilados, e qual o seu
escopo.
O site diz que calculam seus dados de citação de suas próprias bases de dados de periódicos indexados. Isso é bom. Entretanto, lembre-se que uma base de dados de citação pode somente contar citações de e para os papers indexados na base de dados. Portanto é importante saber:
- Quantas revistas são indexadas?
- Quais são seus critérios de indexação?
- Você pode pesquisar o banco de dados (no nível de artigo) - ou seja, você pode validar seus dados?
Esta lista está longe de ser exaustiva,
existindo muitos outros tópicos a serem
observados, entretanto, se você suspeita de algum serviço de métrica, e,
ao aplicar os critérios acima, ele não
passar por algum deles, é aconselhável evitá-lo. A invasão de métricas falsas
no mercado de periódicos científicos prejudica a crença em todas as outras
métricas, conforme disse Phil Davis. Barrar
o crescimento dessas métricas é do interesse de todos.
Trad. livre nossa de: Jenny Neophytou.Fake metrics and how to spot them.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
A divulgação Científica na América Latina falhou
Apesar de ter
aumentado nos últimos anos os esforços de divulgação científica na América
Latina, o nível de conhecimento mínimo sobre ciência da população dos países da
região, como o Brasil e a Argentina, ainda se mantém em nível dramaticamente
baixo. A avaliação foi feita por especialistas participantes de uma sessão
sobre percepção pública da ciência durante a FAPESP Week Buenos Aires,
realizada entre os dias 7 e 10 de abril, na capital da Argentina, pela FAPESP
em parceria com o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas
(Conicet).
“Nossos esforços de comunicação, com o
intuito de mostrar à sociedade, em geral, os resultados de pesquisas
financiadas com recursos públicos e fomentar o interesse das futuras gerações
pela ciência, estão claramente falhando” disse Marcelo Knobel, professor do
Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp) e um dos coordenadores do evento em Buenos Aires.
“As populações dos países da América Latina nem sequer sabem se é feita ciência e muito menos em quais instituições essa atividade é realizada em suas respectivas nações”, disse Knobel, que é membro da Coordenação Adjunta de Colaborações em Pesquisa da FAPESP.
A avaliação dele é corroborada por pesquisas de percepção pública realizadas nos últimos anos no Brasil por instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a FAPESP, e na Argentina e outros países ibero-americanos pela Red Iberoamericana de Indicadores de Ciencia y Tecnología (RICYT).
A última pesquisa sobre percepção pública da ciência no Brasil, realizada em âmbito nacional pelo MCTI, apontou que somente 14% dos participantes conhecem alguma instituição no país que faz pesquisa.
“As populações dos países da América Latina nem sequer sabem se é feita ciência e muito menos em quais instituições essa atividade é realizada em suas respectivas nações”, disse Knobel, que é membro da Coordenação Adjunta de Colaborações em Pesquisa da FAPESP.
A avaliação dele é corroborada por pesquisas de percepção pública realizadas nos últimos anos no Brasil por instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a FAPESP, e na Argentina e outros países ibero-americanos pela Red Iberoamericana de Indicadores de Ciencia y Tecnología (RICYT).
A última pesquisa sobre percepção pública da ciência no Brasil, realizada em âmbito nacional pelo MCTI, apontou que somente 14% dos participantes conhecem alguma instituição no país que faz pesquisa.
Leia o texto completo em:
Conhecimento da sociedade sobre ciência na América Latina é dramático
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Campanha da Voz 2015
No dia 16 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Voz. Para celebrar a data, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP realiza, entre 13 e 16 de abril, a décima sétima edição da Campanha da Voz na cidade.
De acordo com os organizadores, o objetivo é difundir informação relacionada ao uso e aos cuidados com a voz e conscientizar a população da importância da saúde vocal.
Para alcançar o público, a Campanha contará com atividades educativas, culturais como: apresentação de recitais, corais, palestras, além de atendimentos assistenciais realizados pela equipe de Fonoaudiólogos da FMRP e do HCFMRP. Instalados em estande na praça XV de Novembro, centro de Ribeirão Preto, orientarão a população, realizando também avaliações e triagem de possíveis problemas de voz, das 8 às 16 horas.
Aqueles que apresentarem qualquer problema serão encaminhados ao HCFMRP para avaliação médica, nos dias 15 e 22 de abril, das 13 às 17 horas. Os pacientes do Centro Integrado de Reabilitação – CIR- HE também participam da Campanha da Voz e serão beneficiados com atendimentos especiais.
A Campanha da Voz é organizada pelos alunos e professores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e do departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, com o apoio do Hospital das Clínicas, entidades científicas e acadêmicas de Fonoaudiologia e Otorrinolaringologia.
Mais informações: (16) 3315-2861 ou (16) 3315-2863
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