quarta-feira, 22 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
A divulgação Científica na América Latina falhou
Apesar de ter
aumentado nos últimos anos os esforços de divulgação científica na América
Latina, o nível de conhecimento mínimo sobre ciência da população dos países da
região, como o Brasil e a Argentina, ainda se mantém em nível dramaticamente
baixo. A avaliação foi feita por especialistas participantes de uma sessão
sobre percepção pública da ciência durante a FAPESP Week Buenos Aires,
realizada entre os dias 7 e 10 de abril, na capital da Argentina, pela FAPESP
em parceria com o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas
(Conicet).
“Nossos esforços de comunicação, com o
intuito de mostrar à sociedade, em geral, os resultados de pesquisas
financiadas com recursos públicos e fomentar o interesse das futuras gerações
pela ciência, estão claramente falhando” disse Marcelo Knobel, professor do
Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp) e um dos coordenadores do evento em Buenos Aires.
“As populações dos países da América Latina nem sequer sabem se é feita ciência e muito menos em quais instituições essa atividade é realizada em suas respectivas nações”, disse Knobel, que é membro da Coordenação Adjunta de Colaborações em Pesquisa da FAPESP.
A avaliação dele é corroborada por pesquisas de percepção pública realizadas nos últimos anos no Brasil por instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a FAPESP, e na Argentina e outros países ibero-americanos pela Red Iberoamericana de Indicadores de Ciencia y Tecnología (RICYT).
A última pesquisa sobre percepção pública da ciência no Brasil, realizada em âmbito nacional pelo MCTI, apontou que somente 14% dos participantes conhecem alguma instituição no país que faz pesquisa.
“As populações dos países da América Latina nem sequer sabem se é feita ciência e muito menos em quais instituições essa atividade é realizada em suas respectivas nações”, disse Knobel, que é membro da Coordenação Adjunta de Colaborações em Pesquisa da FAPESP.
A avaliação dele é corroborada por pesquisas de percepção pública realizadas nos últimos anos no Brasil por instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a FAPESP, e na Argentina e outros países ibero-americanos pela Red Iberoamericana de Indicadores de Ciencia y Tecnología (RICYT).
A última pesquisa sobre percepção pública da ciência no Brasil, realizada em âmbito nacional pelo MCTI, apontou que somente 14% dos participantes conhecem alguma instituição no país que faz pesquisa.
Leia o texto completo em:
Conhecimento da sociedade sobre ciência na América Latina é dramático
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Campanha da Voz 2015
No dia 16 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Voz. Para celebrar a data, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP realiza, entre 13 e 16 de abril, a décima sétima edição da Campanha da Voz na cidade.
De acordo com os organizadores, o objetivo é difundir informação relacionada ao uso e aos cuidados com a voz e conscientizar a população da importância da saúde vocal.
Para alcançar o público, a Campanha contará com atividades educativas, culturais como: apresentação de recitais, corais, palestras, além de atendimentos assistenciais realizados pela equipe de Fonoaudiólogos da FMRP e do HCFMRP. Instalados em estande na praça XV de Novembro, centro de Ribeirão Preto, orientarão a população, realizando também avaliações e triagem de possíveis problemas de voz, das 8 às 16 horas.
Aqueles que apresentarem qualquer problema serão encaminhados ao HCFMRP para avaliação médica, nos dias 15 e 22 de abril, das 13 às 17 horas. Os pacientes do Centro Integrado de Reabilitação – CIR- HE também participam da Campanha da Voz e serão beneficiados com atendimentos especiais.
A Campanha da Voz é organizada pelos alunos e professores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e do departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, com o apoio do Hospital das Clínicas, entidades científicas e acadêmicas de Fonoaudiologia e Otorrinolaringologia.
Mais informações: (16) 3315-2861 ou (16) 3315-2863
quinta-feira, 2 de abril de 2015
TV USP RP - Saber Saúde: Analgésicos
Neste episódio o Dr. Thiago Mattar Cunha, Pesquisador do CRID (Center For Research in
Inflammatory Diseases) e professor do Departamento de Farmacologia da Faculdade
de Medicina da USP Ribeirão Preto, fala sobre os
Analgésicos:
segunda-feira, 30 de março de 2015
Livro para download: Ecologia de reservatórios e interfaces
O livro "Ecologia de reservatórios
e interfaces" (ISBN 978-85-85658-52-6), organizado pelos grupos de
pesquisa dos Laboratórios de Limnologia do Departamento de Ecologia do
Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e da Universidade
Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Sorocaba (Brasil),
é o resultado do esforço conjunto de inúmeros profissionais que
atuam em diferentes áreas do conhecimento, mas que transitam pela
temática água, em particular os
reservatórios (embalses, panta, reservoirs, albufeiras, etc.).
Composto por 30 capítulos, a obra é uma tentativa de
integrar os conhecimentos no intuito de mostrar a necessidadede estudos multi e interdisciplinares para a
maior compreensão da estrutura, função e dinâmica dos reservatórios.
Para
baixar clique aqui
Boa
leitura!
quarta-feira, 4 de março de 2015
Escrita Científica
Matéria no Jornal da USP de 02 de março destaca a importância da escrita científica e destaca o Portal da Escrita Científica do Campus da USP de São Carlos que facilita a elaboração de trabalhos acadêmicos e a produção científica:
Reunir em um só portal materiais e informações atualizadas relevantes para a escrita científica, principalmente em inglês e português, e servir como um repositório para orientar alunos e pesquisadores interessados em aperfeiçoar suas habilidades na área. Esse é o objetivo do Portal da Escrita Científica do Campus USP de São Carlos, http://www.escritacientifica.sc.usp.br uma iniciativa de docentes e colaboradores das bibliotecas de todas as unidades do campus.
Leia a matéria na íntegra:
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Informações sobre mudanças no expediente da BCRP
Devido à reestruturação no quadro funcional da Biblioteca Central:
Informamos que o expediente aos sábados
está temporariamente suspenso.
O Serviço de Cópias está atendendo no seguinte horário:
segunda a sexta-feira
das 8h às 20h.
Sem expediente aos sábados
Contamos com a compreensão de todos!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
App Bibliotecas USP
O App Bibliotecas USP encontra-se disponível para download no Google Play, para
equipamentos móveis que utilizam o sistema operacional Android (versão 4 ou
superior).
Endereço para
download: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.usp.bibliotecas_usp
O aplicativo compreende as mesmas funcionalidades da versão para o sistema
operacional iOS.
Usando como motor de busca o Portal de Busca Integrada, o app permite:
a) buscar em todas as
coleções locais indexadas naquele Portal (Dedalus, Portal de Revistas,
Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da USP);
b) buscar por ISBN
(código de barras);
c) adicionar itens às
listas pré-definidas (Desejos e Referências);
d) geolocalização de
todas as bibliotecas USP.
Quem estiver utilizando e quiser compartilhar sua experiência nos comentários, será muito útil e bem-vindo!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
O preconceito de gênero na pesquisa médica
[texto de Peter Rogers]
Apesar dos ganhos
significativos da igualdade de gênero nas últimas décadas, o preconceito ainda
reina na área médica. A falta de representação feminina nos estudos
pré-clínicos e em testes clínicos tem colocado as mulheres em maior risco de
adversidades em intervenções médicas. Mas há uma luz no fim do túnel.
Levar em consideração as mulheres – além dos homens - e suas especificidades em estudos científicos
pode parecer óbvio hoje, quando nós temos evidência da suscetibilidade e
severidade em variadas doenças presentes nos dois sexos e as respostas de cada um
aos medicamentos e tratamentos. Mas isso nem sempre foi assim.
Muita
variação
As diferenças entre os sexos ou dimorfismo sexual é uma adaptação
evolucionária chave na maioria das espécies. Em muitos países a expectativa de
vida das mulheres é maior, em média, que a dos homens.
Não sendo surpresa que após milhões de anos de evolução,
diferenças fundamentais existam em muitos aspectos da nossa biologia. As
diferenças entre os sexos têm sido documentada em doença cardiovascular e acidente
vascular cerebral, síndrome da fadiga crônica, asma e diversos tipos de câncer.
As diferenças biológicas incluem variação em
genética e fatores fisiológicos como o encurtamento dos telômeros, herança
mitocondrial, respostas celulares e hormonais ao estresse e função imune, entre
outras coisas. Esses fatores podem contar como uma parte da vantagem feminina
na expectativa de vida
Pesquisas tem encontrado diferenças de gênero em doenças
auto-imunes como artrite reumatoide, lúpus e esclerose múltipla e distúrbios
psicológicos como transtorno bipolar, esquizofrenia, autismo, transtornos alimentares,
déficit de atenção e hiperatividade.
A artrite reumatóide por exemplo, é duas vezes
mais comum em mulheres do que em homens. Um estudo encontrou que enquanto o
risco relativo de esquizofrenia é maior em homens acima de 39, para mulheres
esse risco é maior acima dos 50 anos.
Mas
por quê?
As razões para essas diferenças são várias e complexas – de
origens comportamentais e sociais, como por exemplo, fumar e idealizar a imagem corporal são
coisas diferentes no homem e na mulher – podendo explicar parcialmente as
diferenças em doenças como câncer de pulmão e transtornos alimentares.
As diferenças fisiológicas comuns como contagem
mais baixa de células vermelhas podem estar por trás da recuperação menor das
mulheres após um AVC (acidente vascular cerebral), bem como sua tendência a ter esse evento numa idade mais
avançada.
Diferenças biológicas também existem dentro dos
neurônios dopaminérgicos do cérebro e podem explicar a prevalência variada de
condições neurológicas. Já as diferenças genéticas entre os sexos podem
contribuir para uma maior mortalidade de homens com idades abaixo de vinte anos
em diversas doenças.
Homens e mulheres diferem também na sua
resposta aos tratamentos medicamentosos – com as mulheres apresentando uma
incidência maior de reações adversas, bem como respostas diferentes aos
medicamentos.
As diferenças sexuais na composição do corpo
são atribuídas às ações dos hormônios sexuais, os quais formam as diferenças de
gênero durante a puberdade. O estrogênio, por exemplo, é importante não somente
na distribuição da gordura do corpo, mas também nos padrões do desenvolvimento
ósseo feminino, o qual predispõe as mulheres a um risco maior de osteoporose na
terceira idade.
Será
que realmente importa?
Nas últimas duas décadas, o maior órgão financiador de pesquisas
biomédicas nos Estados Unidos, o The National Institute of Health (NIH),
tem se preocupado com estudos que
envolvem testes tanto para homens quanto para mulheres. No entanto, em muitos
outros países não existe essa preocupação.
Mas esse quadro tenderá a mudar com os recentes avanços na ciência
médica, que têm trazido novos conceitos como a “Medicina de Precisão”, a qual
reconhece que a variabilidade existe não somente entre os sexos, mas entre os
indivíduos.
Assim, o objetivo agora é assegurar que
cada paciente receba tratamento correto no tempo certo, com um mínimo de
efeitos colaterais. As mulheres podem ter sido negligenciadas pela pesquisa
médica por duas décadas, mas o avanço atual da tecnologia obrigatoriamente a
direciona para o benefício dos indivíduos.
Trad. livre nossa de: Equal but not the same: a male bias reigns in medical research
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