quarta-feira, 30 de abril de 2014

Autismo - o que nós sabemos...

...E o que nós não sabemos ainda.

Neste TED Talks, a geneticista Wendy Chung divide o que nós sabemos sobre o autismo: ele tem múltiplas causas, talvez até mesmo causas interligadas e emaranhadas umas às outras. Buscando além dos entendimentos que levam ao diagnóstico, Chung e sua equipe buscam o que temos aprendido através de estudos, tratamentos e um "escutar cuidadoso".





Bom vídeo!

terça-feira, 22 de abril de 2014

O veneno está na mesa


O filme O Veneno Está na Mesa 2, novo documentário do cineasta Silvio Tendler, lançado quarta-feira (16/04), no Rio, em 70 minutos desconstrói o mito de que a utilização dos defensivos agrícolas é indispensável para garantir abundância de alimentos na mesa do consumidor

O filme dá continuidade à reflexão sobre o perigo que o uso de agrotóxicos representa para a saúde, mostrada no primeiro documentário de Tendler sobre o tema, com o mesmo título e lançado em 2011. 

Os dois documentários fazem parte de uma estratégia de ação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, iniciativa que reúne movimentos sociais e entidades no objetivo comum de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam. A partir daí, a ideia é propor medidas para frear seu uso no Brasil. "O povo brasileiro não pode mais engolir essa história de que o agrotóxico é a modernidade no campo. Ele gera câncer, trabalho escravo e manda todo seu lucro para o exterior", disse Alan Tygel, um dos coordenadores da campanha.

A produção do filme contou com o apoio da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem desenvolvendo iniciativas para que a produção de alimentos sem veneno se torne uma alternativa viável. De acordo com o diretor Silvio Tendler, não há sentido em se construir uma economia baseada na destruição da natureza.

A exemplo do primeiro documentário da série, visto por mais de um milhão de pessoas, O Veneno Está na Mesa 2 será distribuído gratuitamente para um circuito alternativo de exibição. Escolas, universidades, comunidades, igrejas, assentamentos de trabalhadores rurais e outros locais integram esse circuito, coordenado pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.


Enquanto esperamos a sua distribuição, podemos assistir abaixo, ao primeiro filme:





quarta-feira, 16 de abril de 2014

Uma nova ciência: Neuromatemática

[extraído de: http://bit.ly/1h4Hn2V]
A neurociência ainda não dispõe de um quadro conceitual para interpretar em nível elevado de abstração dados obtidos em experimentos laboratoriais. A situação desta área do saber pode ser diagnosticada, assim, como rica em dados e pobre em teoria. Para sanar esse problema, são necessários novos modelos matemáticos que deem conta dos dados experimentais observados, ou seja, um novo campo da matemática.
Esta nova ciência do cérebro se chama neuromatemática, e é o que estuda o professor Antonio Galves, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Galves é coordenador do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) em Neuromatemática, o NeuroMat, financiado pela Fapesp. A empreitada conta com uma equipe composta por matemáticos de áreas diversas, além de neurocientistas, cientistas da computação e médicos da USP e de instituições nacionais e internacionais. “Trata-se de um centro de matemática pura, inspirado nas questões que a neurobiologia nos coloca”, explica Galves.

Uma das perguntas que o NeuroMat tenta responder é como nosso cérebro codifica e processa estímulos externos. Ao ver uma árvore, por exemplo, é possível reconhecê-la como árvore ainda que seus galhos estejam se movendo ou que suas folhas tenham caído, indicando a capacidade de reconhecermos padrões naquilo que observamos.

Mas este processo é muito mais elaborado do que podemos imaginar em uma primeira análise. Os cientistas suspeitam que o cérebro seja, na verdade, um exímio estatístico. “A ideia é que existe uma regularidade em nível superior do que a simples aparência e essa regularidade é uma regularidade de caráter estatístico”, conta Galves. Esse processo é chamado de seleção estatística de modelos. No exemplo dado, seria a capacidade do cérebro decodificar e processar informações, mesmo variáveis, que fazem com que possamos reconhecer uma árvore. “Procurar regularidades estatísticas através da seleção de modelos é uma ideia revolucionária em neurociência”, afirma o matemático.


Leia o artigo completo em:



Fonte da figura: http://bit.ly/RpLPVg

terça-feira, 8 de abril de 2014

Darwin Day 2014

Na próxima quinta-feira, dia 10 de abril acontecerá no campus o II Darwin Day:






Aproveitamos para divulgar o site Darwin Online, que possui cópias digitalizadas das obras de Darwin (livros, artigos, manuscritos), fotografias e muita, muita informação!

Vale a pena conferir!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ponto de ônibus também tem cultura!


[extraído e adaptado de: Cultura no Ponto]

Usuários de transporte coletivo do campus da USP de Ribeirão Preto têm mais uma opção de informação e cultura. Foi lançado e já colocado em prática por um grupo de professores, o projeto Divulgação científica e cultural na USPCom o projeto, os pontos de ônibus do campus receberam caixas acrílicas, e nelas, revistas, jornais e folhetos que ficam à disposição daqueles que esperam pelo coletivo.

A ideia foi do professor Carlos Ernesto Garrido Salmon, do Departamento de Física, que teve a colaboração da professora Silvia Maria do Espirito Santo, do curso Ciências da Informação e da Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Eles resolveram aproveitar o tempo de espera “que pode ser prolongado” nos pontos e divulgar material de leitura sobre ciência e cultura. “É um projeto de incentivo à leitura e entretenimento para quem é usuário de transporte público”, diz a professora.

Os primeiros materiais desta iniciativa foram doados pela Biblioteca Central da USP, mas segundo os coordenadores não é suficiente para abastecer todos os locais. As doações estão abertas ao público. Os interessados devem encaminhar o material à sala 302, prédio Bloco 6, da FFCLRP, campus da USP em Ribeirão Preto, Av. dos Bandeirantes, 3900. Podem também seguir a página do projeto no facebook.

Mais informações: (16) 3602.4873 (professora Silvia) ou 3602.3822 e 3602.3721 (professor Carlos Ernesto)


Assista o vídeo:



segunda-feira, 24 de março de 2014

Avaliação Educacional segundo o Nobel James Heckman

[extraído e editado de JC e-mail 4918, de 24 de março de 2014]

Ministros da Educação, formuladores de políticas públicas e especialistas em ensino de vários países se reúnem em São Paulo hoje e amanhã  para ouvir o economista James Heckman, prêmio Nobel de Economia, falar sobre um tema que está no radar das políticas educacionais de governos do mundo inteiro: a importância de medir e avaliar habilidades não cognitivas ou socioemocionais - como liderança, abertura a novas experiências, otimismo, perseverança - e seus impactos na qualidade do ensino, usando modelagens econômicas e técnicas psicométricas.

James Heckman falará sobre a importância de medir e avaliar habilidades não cognitivas ou socioemocionais e seus impactos na qualidade do ensino, usando modelagens econômicas e técnicas psicométricas, [pois os] grandes testes corromperam sistema educacional tradicional, diz Nobel.

No seminário "Educar para as competências do século XXI", organizado pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Ayrton Senna (IAS), Heckman e seu assistente na Universidade de Chicago Tim Kautz vão apresentar um trabalho acadêmico encomendado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que pretende mostrar que avaliações educacionais de larga escala, como o Pisa e a Prova Brasil, por exemplo, aplicadas hoje em vários países para medir a qualidade do ensino, têm um potencial limitado.

Na entrevista concedida ao Valor Econômico por telefone, o prêmio Nobel de economia em 2000 disse que não defende o fim das avaliações educacionais como elas são hoje, mas que seja restaurado um equilíbrio entre as medições e interpretações das habilidades não cognitivas e cognitivas (memória, capacidade de racionalizar e interpretar) na condução das políticas educacionais.

Além da participação de Heckman, outro destaque do seminário é a apresentação, por pesquisadores do IAS, de resultados de um teste-piloto que mostra a relação entre habilidades não cognitivas e desempenho escolar feito com alunos da rede estadual do Rio de Janeiro no fim de 2013.




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Especialistas defendem desenvolvimento de universidades de classe mundial

Um dos assuntos discutidos no Symposium on Excellence in Higher Education realizado de 23 a 24/01 pela Fapesp e Academia Brasileira de Ciências foi o desenvolvimento no Brasil de universidades de classe mundial.

Leia alguns trechos:

Ao mesmo tempo em que a excelência de ensino deve ser a meta de todas as universidades brasileiras, algumas poucas instituições do país teriam hoje condições de dar um salto de qualidade e tornarem-se de classe mundial em pesquisa científica.

A diferenciação no sistema de ensino, reconhecendo as instituições com vocação para desenvolver pesquisa de nível internacional, tem sido apontada pela ABC há pelo menos uma década, quando foi publicado o documento "Subsídios para a Reforma do Ensino Superior", lembrou Hernan Chaimovich, vice-presidente da ABC e assessor especial da Diretoria Científica da Fapesp.

Para o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Acadêmico Jorge Guimarães, entre os desafios que terão de ser enfrentados pelas instituições no caminho para desenvolver pesquisa de classe mundial, destacam-se as necessidade de maior autonomia e sistemas eficientes de governança, internacionalização das operações de ensino e pesquisa (o que inclui aumentar o número de colaborações internacionais efetivas, maior mobilidade de alunos e pesquisadores, aumentar o número de cursos regulares oferecidos em outras línguas, atrair estudantes e pesquisadores estrangeiros e aumentar o número de publicações com parceiros internacionais), redução no número de horas que o estudante passa em sala de aula, investimentos em residências estudantis dentro do campus.

Ao falar sobre os desafios para alcançar a excelência em pesquisa, o diretor científico da Fapesp e Acadêmico Carlos Henrique de Brito Cruz, comentou que, embora a produção científica brasileira tenha crescido significativamente nos últimos anos, o impacto dos artigos publicados continua abaixo da média mundial - atrás de países como Argentina, Espanha, China e Coreia do Sul.

Para a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Acadêmica Helena Nader, o peso da ciência que cada universidade produz é um fator relevante e, portanto, o investimento não pode ser o mesmo para todas as instituições.

Renato Pedrosa, do Centro de Estudos Avançados (CEAv) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defendeu a necessidade de autonomia para que as instituições definam internamente a forma de contratação e promoção de docentes, bem como a estruturação da carreira acadêmica.

Para Pedrosa, as instituições não devem ficar presas ao modelo de estatuto do funcionalismo público e deveriam poder desvencilhar, quando necessário, as atividades de ensino e de pesquisa, criando diferentes modelos de carreira acadêmica de acordo com a vocação de cada instituição.
 
Texto completo:

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Suzana Herculano-Houzel: What is so special about the human brain?

Em junho do ano passado postamos Lessons from brain soup: Suzana Herculano-Houzel at TEDGlobal 2013 - sobre a apresentação da neurocientista brasileira no TED Global 2013, porém não o seu vídeo - que ainda não estava liberado.


Já liberado, assistam o vídeo:






E nos dêem sua opinião!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mulheres tem pouca presença em revistas científicas

A presença de mulheres nas mais destacadas revistas científicas do mundo é extremamente baixa, conclui um estudo que quantifica as disparidades de gênero nas diversas especialidades.
  
O estudo, publicado na Nature de 11 de dezembro de 2013, analisa 5,4 milhões de artigos publicados entre 2008 e 2012 em revistas científicas indexadas na base de dados Web of Science da Thomson Reuters, concluindo que menos de 30% dos artigos tem como autora principal mulheres, contra pouco mais de 70% liderados por homens.

As mulheres se igualaram aos homens em quantidade de artigos em somente 5% dos países com artigos na web of Science. Em apenas 9 países o número de artigos de pesquisadoras  superou o de homens.

Pela pesquisa, as mulheres têm menos trabalhos com autores de outros países e seus artigos têm menos impacto em citações.

Na América Latina, os países com maior proporção de mulheres co-autoras são Argentina (0,915:1), República Dominicana (0,902:1), Honduras (0,827:1), Paraguai (0,8:1), Guatemala (0,76:1) e Haití (0,734:1). No outro extremo temos: Perú (0,443:1), Equador (0,441:1), Chile (0,425:1), Panamá (0,39:1), Suriname (0,381:1) e Guiana (0,207:1).

Entre os 30 países com mais artigos publicados, o Brasil é o terceiro com maior proporção de mulheres co-autoras (0,678:1), depois da Polônia (0,754) e de Portugal (0,742).

Segundo Cassidy Sugimoto, co-autora do estudo e pesquisadora da Escola de Informática e Computação da Universidade de Indiana (EUA) – em entrevista ao SciDev.Net declarou que “fatores culturais e históricos influenciam as pessoas de um determinado gênero a se dedicarem a distintos tipos de trabalho, e isto varia de país a país. E qualquer medida visando alcançar um equilíbrio de gênero no âmbito científico deverá levar em conta essa complexidade”.

Link para o artigo da Nature:

Bibliometrics: Global gender disparities in science


Veja também: