segunda-feira, 31 de março de 2014

Ponto de ônibus também tem cultura!


[extraído e adaptado de: Cultura no Ponto]

Usuários de transporte coletivo do campus da USP de Ribeirão Preto têm mais uma opção de informação e cultura. Foi lançado e já colocado em prática por um grupo de professores, o projeto Divulgação científica e cultural na USPCom o projeto, os pontos de ônibus do campus receberam caixas acrílicas, e nelas, revistas, jornais e folhetos que ficam à disposição daqueles que esperam pelo coletivo.

A ideia foi do professor Carlos Ernesto Garrido Salmon, do Departamento de Física, que teve a colaboração da professora Silvia Maria do Espirito Santo, do curso Ciências da Informação e da Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Eles resolveram aproveitar o tempo de espera “que pode ser prolongado” nos pontos e divulgar material de leitura sobre ciência e cultura. “É um projeto de incentivo à leitura e entretenimento para quem é usuário de transporte público”, diz a professora.

Os primeiros materiais desta iniciativa foram doados pela Biblioteca Central da USP, mas segundo os coordenadores não é suficiente para abastecer todos os locais. As doações estão abertas ao público. Os interessados devem encaminhar o material à sala 302, prédio Bloco 6, da FFCLRP, campus da USP em Ribeirão Preto, Av. dos Bandeirantes, 3900. Podem também seguir a página do projeto no facebook.

Mais informações: (16) 3602.4873 (professora Silvia) ou 3602.3822 e 3602.3721 (professor Carlos Ernesto)


Assista o vídeo:



segunda-feira, 24 de março de 2014

Avaliação Educacional segundo o Nobel James Heckman

[extraído e editado de JC e-mail 4918, de 24 de março de 2014]

Ministros da Educação, formuladores de políticas públicas e especialistas em ensino de vários países se reúnem em São Paulo hoje e amanhã  para ouvir o economista James Heckman, prêmio Nobel de Economia, falar sobre um tema que está no radar das políticas educacionais de governos do mundo inteiro: a importância de medir e avaliar habilidades não cognitivas ou socioemocionais - como liderança, abertura a novas experiências, otimismo, perseverança - e seus impactos na qualidade do ensino, usando modelagens econômicas e técnicas psicométricas.

James Heckman falará sobre a importância de medir e avaliar habilidades não cognitivas ou socioemocionais e seus impactos na qualidade do ensino, usando modelagens econômicas e técnicas psicométricas, [pois os] grandes testes corromperam sistema educacional tradicional, diz Nobel.

No seminário "Educar para as competências do século XXI", organizado pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Ayrton Senna (IAS), Heckman e seu assistente na Universidade de Chicago Tim Kautz vão apresentar um trabalho acadêmico encomendado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que pretende mostrar que avaliações educacionais de larga escala, como o Pisa e a Prova Brasil, por exemplo, aplicadas hoje em vários países para medir a qualidade do ensino, têm um potencial limitado.

Na entrevista concedida ao Valor Econômico por telefone, o prêmio Nobel de economia em 2000 disse que não defende o fim das avaliações educacionais como elas são hoje, mas que seja restaurado um equilíbrio entre as medições e interpretações das habilidades não cognitivas e cognitivas (memória, capacidade de racionalizar e interpretar) na condução das políticas educacionais.

Além da participação de Heckman, outro destaque do seminário é a apresentação, por pesquisadores do IAS, de resultados de um teste-piloto que mostra a relação entre habilidades não cognitivas e desempenho escolar feito com alunos da rede estadual do Rio de Janeiro no fim de 2013.




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Especialistas defendem desenvolvimento de universidades de classe mundial

Um dos assuntos discutidos no Symposium on Excellence in Higher Education realizado de 23 a 24/01 pela Fapesp e Academia Brasileira de Ciências foi o desenvolvimento no Brasil de universidades de classe mundial.

Leia alguns trechos:

Ao mesmo tempo em que a excelência de ensino deve ser a meta de todas as universidades brasileiras, algumas poucas instituições do país teriam hoje condições de dar um salto de qualidade e tornarem-se de classe mundial em pesquisa científica.

A diferenciação no sistema de ensino, reconhecendo as instituições com vocação para desenvolver pesquisa de nível internacional, tem sido apontada pela ABC há pelo menos uma década, quando foi publicado o documento "Subsídios para a Reforma do Ensino Superior", lembrou Hernan Chaimovich, vice-presidente da ABC e assessor especial da Diretoria Científica da Fapesp.

Para o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Acadêmico Jorge Guimarães, entre os desafios que terão de ser enfrentados pelas instituições no caminho para desenvolver pesquisa de classe mundial, destacam-se as necessidade de maior autonomia e sistemas eficientes de governança, internacionalização das operações de ensino e pesquisa (o que inclui aumentar o número de colaborações internacionais efetivas, maior mobilidade de alunos e pesquisadores, aumentar o número de cursos regulares oferecidos em outras línguas, atrair estudantes e pesquisadores estrangeiros e aumentar o número de publicações com parceiros internacionais), redução no número de horas que o estudante passa em sala de aula, investimentos em residências estudantis dentro do campus.

Ao falar sobre os desafios para alcançar a excelência em pesquisa, o diretor científico da Fapesp e Acadêmico Carlos Henrique de Brito Cruz, comentou que, embora a produção científica brasileira tenha crescido significativamente nos últimos anos, o impacto dos artigos publicados continua abaixo da média mundial - atrás de países como Argentina, Espanha, China e Coreia do Sul.

Para a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Acadêmica Helena Nader, o peso da ciência que cada universidade produz é um fator relevante e, portanto, o investimento não pode ser o mesmo para todas as instituições.

Renato Pedrosa, do Centro de Estudos Avançados (CEAv) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defendeu a necessidade de autonomia para que as instituições definam internamente a forma de contratação e promoção de docentes, bem como a estruturação da carreira acadêmica.

Para Pedrosa, as instituições não devem ficar presas ao modelo de estatuto do funcionalismo público e deveriam poder desvencilhar, quando necessário, as atividades de ensino e de pesquisa, criando diferentes modelos de carreira acadêmica de acordo com a vocação de cada instituição.
 
Texto completo:

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Suzana Herculano-Houzel: What is so special about the human brain?

Em junho do ano passado postamos Lessons from brain soup: Suzana Herculano-Houzel at TEDGlobal 2013 - sobre a apresentação da neurocientista brasileira no TED Global 2013, porém não o seu vídeo - que ainda não estava liberado.


Já liberado, assistam o vídeo:






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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mulheres tem pouca presença em revistas científicas

A presença de mulheres nas mais destacadas revistas científicas do mundo é extremamente baixa, conclui um estudo que quantifica as disparidades de gênero nas diversas especialidades.
  
O estudo, publicado na Nature de 11 de dezembro de 2013, analisa 5,4 milhões de artigos publicados entre 2008 e 2012 em revistas científicas indexadas na base de dados Web of Science da Thomson Reuters, concluindo que menos de 30% dos artigos tem como autora principal mulheres, contra pouco mais de 70% liderados por homens.

As mulheres se igualaram aos homens em quantidade de artigos em somente 5% dos países com artigos na web of Science. Em apenas 9 países o número de artigos de pesquisadoras  superou o de homens.

Pela pesquisa, as mulheres têm menos trabalhos com autores de outros países e seus artigos têm menos impacto em citações.

Na América Latina, os países com maior proporção de mulheres co-autoras são Argentina (0,915:1), República Dominicana (0,902:1), Honduras (0,827:1), Paraguai (0,8:1), Guatemala (0,76:1) e Haití (0,734:1). No outro extremo temos: Perú (0,443:1), Equador (0,441:1), Chile (0,425:1), Panamá (0,39:1), Suriname (0,381:1) e Guiana (0,207:1).

Entre os 30 países com mais artigos publicados, o Brasil é o terceiro com maior proporção de mulheres co-autoras (0,678:1), depois da Polônia (0,754) e de Portugal (0,742).

Segundo Cassidy Sugimoto, co-autora do estudo e pesquisadora da Escola de Informática e Computação da Universidade de Indiana (EUA) – em entrevista ao SciDev.Net declarou que “fatores culturais e históricos influenciam as pessoas de um determinado gênero a se dedicarem a distintos tipos de trabalho, e isto varia de país a país. E qualquer medida visando alcançar um equilíbrio de gênero no âmbito científico deverá levar em conta essa complexidade”.

Link para o artigo da Nature:

Bibliometrics: Global gender disparities in science


Veja também:





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A anatomia da Barbie, Mickey Mouse, Mario e outros

O artista plástico Jason Freeny fez esculturas que mostram o interior de diversos personagens infantis, expondo seus ossos, intestinos, etc.:





Confira a matéria e veja todos os personagens retratados nas esculturas:

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013