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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Elaboração da questão de pesquisa para revisão sistemática

O doutorando Samir Abjaude do Centro de Pesquisa em Assistência Farmacêutica e Farmácia Clinica da FCFRP-USP, junto com a bibliotecária Márcia Santos da Biblioteca Central do Campus USP Ribeirão Preto elaboraram o vídeo Elaboração da questão de pesquisa para revisão sistemática, um tutorial completo de como montar uma pergunta de revisão sistemática.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Ciência aberta e o novo modus operandi de comunicar pesquisa – Parte II

Fonte: https://www.sibi.usp.br/?p=40786

Considerando a importância de aprofundarmos os conhecimentos a respeito do conceito e os desafios da Ciência Aberta, reproduzimos aqui a matéria publicada recentemente no Blog SciELO em duas partes, de autoria de Abel L Packer e Solange Santos1

Acesso aberto aos artigos

Imagem adaptada da original por Markus Spiske.


Uma das práticas da Ciência Aberta que nos é familiar é o Acesso Aberto aos textos dos artigos disponibilizados publicamente na web, seja pelos periódicos na modalidade conhecida como Acesso Aberto Dourado ou pelos próprios autores em seus websites, em repositórios institucionais ou temáticos, logo após a publicação do artigo ou após um período de seis ou doze meses de embargo imposto pelo periódico, modalidade que e conhecida como Acesso Aberto Verde. O principal modelo de autofinanciamento ou comercialização utilizados pelos periódicos de acesso aberto dourado e a cobrança dos autores de uma taxa de publicação, popularizada internacionalmente como Article Processing Charge (APC). A maioria dos periódicos de acesso por assinatura publicam também parte dos artigos em acesso aberto com a cobrança de APC, modalidade denominada híbrida. Os valores mais frequentes da APC variam de US$1500 a US$5000.
Adotado pioneiramente há mais de 20 anos no Brasil pelo SciELO e em anos seguintes por 13 outros países (Figura 1) e consolidado globalmente como uma modalidade de comunicação científica, o Acesso Aberto sinaliza a viabilidade das demais práticas da Ciência Aberta, porém não sem desafios. Sua adoção generalizada enfrenta ainda forte resistência das editoras comerciais que buscam um modelo de negócios com retorno financeiro igual ou maior do que obtêm com o acesso restrito por assinaturas.

Figura 1. Rede SciELO – evolução do número de periódicos indexados e ativos por 14 coleçõesnacionais certificadas, entre 1997 e 2018. Fonte:  SciELO/PACKER, A.L., Agosto/2018

Entretanto, os desafios que enfrenta a universalização do Acesso Aberto envolvem todo o sistema científico. A validação dos artigos que descrevem as pesquisas e realizada pelos periódicos com a colaboração de pesquisadores (pares) especialistas. Entretanto, esta qualificação da avaliação nas diferentes áreas e associada ao prestígio ou impacto dos periódicos, quase sempre medido por indicadores bibliométricos anuais das citações por artigo. Assim, não obstante as críticas generalizadas, os periódicos e seu ranqueamento operam como proxy da qualidade das pesquisas que publicam, e o seu prestígio ou impacto e estendido aos pesquisadores-autores, seus programas de pós-graduação, departamentos, universidades, países, regiões do mundo. Como a maioria dos periódicos melhor ranqueados pelos indicadores bibliométricos são comercializados pelas editoras, estas gozam de muito poder junto as comunidades de pesquisa para resistir ao avanço do acesso aberto e, portanto, da Ciência Aberta.

Rapidez e transparência na comunicação das pesquisas – rumo aos preprints

Incorporado como bandeira do movimento da Ciência Aberta, é crescente o questionamento dos periódicos pela demora e falta de transparência no processo de avaliação de manuscritos, muitas vezes referido como “caixa preta” e sem salvaguardas explícitas de vieses a favor ou contra dos autores por atitudes e decisões influenciadas por sua origem geográfica, nacionalidade, etnia, gênero, idade, escolas de pensamento, etc. O caminho principal é a abertura que inclui a publicação continua, a adoção de preprints e a avaliação aberta de pares como estágio mais avançado.
Na publicação on-line clássica, muitos periódicos minimizam o tempo de processamento publicando os manuscritos logo após a aprovação em versão provisória, sem nenhuma edição, ou utilizam a chamada publicação continua de artigos individuais, logo após aprovados e editados, com um número de identificação que substitui a paginação. A publicação continua existe há cerca de 20 anos, mas se popularizou com os mega journals que operam como plataforma de artigos, como nos casos da PLOS ONE e Scientific Reports. O SciELO recomenda fortemente que todos os periódicos adotem a publicação contínua.
Entretanto, a demora na publicação de artigos de resultados de pesquisas é resolvida completamente ao iniciar-se o fluxo de comunicação com os manuscritos disponibilizados como preprints, em acesso aberto, antes ou em paralelo à submissão a periódicos. Além de acelerar a comunicação dos resultados da pesquisa, os preprints, enquanto documentos formais com DOI (Digital Object Identifier) e preservados, asseguram aos autores precedência de descobrimentos, novas ideias e processos e ainda permitem o melhoramento dos manuscritos, antes ou durante o processo de avaliação por um periódico ao permitir a geração de sucessivas versões aprimoradas a partir de comentários e sugestões recebidas no servidor de preprints. São também passíveis de citação e de registro no currículo dos pesquisadores para informar solicitações e relatórios de auxílios. Uma vez aceito por um periódico, o preprint é atualizado com uma observação de que foi aprovado e um link para o artigo publicado. É crescente também a exposição de artigos já publicados a comentários públicos, facilidade que se caracteriza como avaliação pós-publicação.
O SciELO e o Public Knowledge Project (PKP), responsável pelo Open Journal Systems (OJS) estabeleceram, em 2018, uma pareceria para o desenvolvimento de um sistema com vistas a implantação de um servidor de preprints. O objetivo é que atenda a todas as áreas temáticas, na perspectiva de fortalecer o fluxo de alimentação dos periódicos que indexa com manuscritos de melhor qualidade, sem atrasos na comunicação das pesquisas. Internacionalmente, existem vários servidores de preprints já consolidados como o arXiv, criado em 1991 e que atualmente cobre áreas de física, matemática, ciências da computação e seis outras áreas; o bioRxiv e o PeerJ, criados em 2013 para as áreas de ciências biológicas; o SSRN, criado em 1994 para Ciências Sociais, Humanidades e outras disciplinas e a OSF Preprints, que opera uma coleção de mais de 20 servidores de preprints, etc.
Quanto à transparência da avaliação por pares, um número ainda pequeno, porém crescente de periódicos oferece opções de abertura progressiva aos editores, autores e pareceristas. O SciELO recomenda as seguintes opções de avanço gradual de transparência e abertura: inclusão no texto do artigo publicado do nome do editor responsável pela avaliação e aprovação; publicação de pareceres de artigos aprovados como texto de comunicação científica com DOI; e, abertura das identidades dos autores e pareceristas durante o processo de avaliação. Entretanto, os periódicos do Brasil ainda veem com muita reserva a adoção da abertura plena da avaliação de manuscritos como é feita pela plataforma de publicação F1000 Research.

Linhas de Ação para os próximos anos

Todos os atores e instâncias da pesquisa são chamados a posicionar-se política e operacionalmente frente aos desafios e, especialmente, as vantagens e ganhos que a adoção da Ciência Aberta significara para os respectivos entornos, assim como suas interdependências, nas quais a participação e cooperação internacional têm um papel decisivo. A renúncia a posicionar-se frente as complexidades e ficar no aguardo do que está por vir pode ser cômodo inicialmente, mas pode também reduzir ganhos, afastar-se do estado da arte e atrasar-se na curva de aprendizagem das práticas de Ciência Aberta.
As áreas temáticas mais internacionalizadas estão condicionadas ao ritmo de adoção da Ciência Aberta, ditadas pelos organismos de ciência e tecnologia, sociedades científicas e editoras comerciais dos países desenvolvidos. As menos internacionalizadas deverão ditar seu próprio ritmo, o que abre um campo de ajustes e inovações das estruturas de pesquisa. Entretanto, para ambos os contextos, o posicionamento proativo das autoridades, de políticas públicas e institucionais de pesquisa é essencial para avançar na aprendizagem e defender pautas de interesse nacional.
Os pesquisadores, enquanto responsáveis pela formulação e execução de projetos de pesquisa, são, ao mesmo tempo, os atores mais importantes e os que mais dependem de outros atores e instâncias no processo de adoção da Ciência Aberta, com destaque para a liderança dos periódicos, que, em número crescente, conduzem os pesquisadores a cumprir exigências de práticas da Ciência Aberta em suas políticas e procedimentos editoriais. A proatividade dos pesquisadores dependerá também das políticas de financiamento e dos sistemas de avaliação da pesquisa, na eventualidade de passarem a exigir ou premiar a obediência as práticas da Ciência Aberta.
Os sistemas de bibliotecas das universidades e institutos vêm desempenhando um papel de liderança na adoção das práticas de Ciência Aberta, especialmente na sua disseminação na operação de repositórios de dados de pesquisa.
No curso de adoção da Ciência Aberta, vale lembrar, em primeiro lugar, que a apropriação das inovações que ela traz, conforma um processo complexo política, social, financeira e operacionalmente, que demandará meses de aprendizagem e anos de experiências, com ajustes sucessivos até que se torne o modus operandi predominante da pesquisa. Depois, vale lembrar que se trata de um empreendimento global que abarcará progressivamente todos os países, disciplinas e áreas temáticas, mas cujo desenvolvimento embutira um sem-número de contextualizações. Nesse sentido, o desafio maior para as autoridades e as comunidades de pesquisa do Brasil e definir e implantar linhas de ação para situar-se oportunamente no avanço nacional e global da Ciência Aberta, com foco no fortalecimento e ampliação de capacidades e infraestruturas adequadas as condições e prioridades de cada entorno.
Entre as primeiras linhas de ação, destaca-se, por um lado, a promoção nas diferentes comunidades do mais amplo entendimento do que é a Ciência Aberta em toda a sua extensão, como afetará a todos e a cada um e, principalmente, como enriquecera a capacidade científica e as prioridades de cada contexto. Por outro, a promoção de diálogos para a formulação de posicionamentos públicos das comunidades de pesquisa sobre o alinhamento com as práticas da Ciência Aberta. O entendimento e a construção progressiva de consensos a favor das boas práticas da Ciência Aberta nos diferentes contextos são condição e meios para a superação das resistências e posicionamento proativo.

 
Arte usada durante a Conferência SciELO 20 Anos

Nota

1. Esse post foi originalmente publicado no Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e dividido em duas partes para publicação no blog SciELO em PerspectivaVeja a Parte I aqui.

Referências

ALBAGLI, S., MACIEL, M.L. and ABDO, A.H. (org.). Ciência Aberta, questões abertas. Brasília: Ibict; Rio de Janeiro: Unirio, 2015 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://bit.ly/2o2b6c4
BENEDIKT, F. and SASCHA, F. Open Science: One Term, Five Schools of Thought. In: BENEDIKT, F. and SASCHA, F. (eds) Opening Science. Cham: Springer, 2014 [viewed 1 August 2019]. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-319-00026-8_2
MONS, B. Data Stewardship for Open Science: Implementing FAIR Principles. Boca Raton: CRC Press, 2018. Available from: https://bit.ly/2uVb47z
PACKER, A.L. and SANTOS, S. Ciência Aberta e o novo modus operandi de comunicar pesquisa. Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 2019, vol. 45, no. 1, pp. 17-24 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://www.sbcs.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Boletim-SBCS-Volume-45-N%C3%BAmero-1.pdf
SANTOS, P.X., et al. Livro Verde – Ciência Aberta e dados abertos: mapeamento e análise de políticas, infraestruturas e estratégias em perspectiva nacional e internacional. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2017 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/24117
SciELO – Linhas prioritárias de ação 2019-2023 [online]. SciELO 20 Anos. 2018 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://www.scielo20.org/redescielo/wp-content/uploads/sites/2/2018/09/Líneas-prioritaris-de-acción-2019-2023_pt.pdf
WILKINSON, M. D., et al. The FAIR guiding principles for scientific data management and stewardship. Scientific Data [online]. 2016, vol. 1, no. 3 [viewed 1 August 2019]. DOI: 10.1038/sdata.2016.18. Available from: https://www.nature.com/articles/sdata201618

Links externos

O que é Ciência Aberta? – Formação Modular em Ciência Aberta <https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/mod_hotsite/ciencia-aberta>
Research Data Alliance <https://rd-alliance.org/>
Como citar este post [ISO 690/2010]:
PACKER, A.L. and SANTOS, S. Ciência aberta e o novo modus operandi de comunicar pesquisa – Parte II [online]. SciELO em Perspectiva, 2019 [viewed 14 September 2019]. Available from: https://blog.scielo.org/blog/2019/08/01/ciencia-aberta-e-o-novo-modus-operandi-de-comunicar-pesquisa-parte-ii/

Fonte: https://www.sibi.usp.br/?p=40786

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Apoio ao Pesquisador




Você conhece a página do Sibi-USP 


Se não, está na hora de conhecer:


Escrita e Publicação Científica
Bases de Dados
Fontes de Informação
Identificação do Pesquisador
Dados de Pesquisa
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Agências e Oportunidades de Financiamento
Integridade e Prevenção do Plágio


Acesse e Confira:







Imagens:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Marco Legal de Ciência e Tecnologia

A presidente Dilma Rousseff, sancionou no último dia 11/01 o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. A nova lei foi originada do PLC 77/2015, aprovado por unanimidade pelos senadores em dezembro (leia aqui). O novo marco legal tem o objetivo de promover uma série de ações para o incentivo à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico.

Pontos principais:

— Dispensa da obrigatoriedade de licitação para compra ou contratação de produtos para fins de pesquisa e desenvolvimento
— Regras simplificadas e redução de impostos para importação de material de pesquisa
— Permite que professores das universidades públicas em regime de dedicação exclusiva exerçam atividade de pesquisa também no setor privado, com remuneração
— Aumenta o número de horas que o professor em dedicação exclusiva pode dedicar a atividades fora da universidade, de 120 horas para 416 horas anuais (8 horas/semana)
— Permite que universidades e institutos de pesquisa compartilhem o uso de seus laboratórios e equipes com empresas, para fins de pesquisa (desde que isso não interfira ou conflita com as atividades de pesquisa e ensino da própria instituição)
— Permite que a União financie, faça encomendas diretas e até participe de forma minoritária do capital social de empresas com o objetivo de fomentar inovações e resolver demandas tecnológicas específicas do país
— Permite que as empresas envolvidas nesses projetos mantenham a propriedade intelectual sobre os resultados (produtos) das pesquisas

Leia mais em: 


Fontes: 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Autoplágio em Artigos Científicos

[extraído de: http://bit.ly/1sfGLSd]  O Committee on Publication Ethics (Cope), fórum de editores de periódicos científicos sobre ética na pesquisa, divulgou diretrizes para lidar com “reciclagem de texto”, ou autoplágio, praticada quando um autor copia trechos de seus artigos antigos em novos manuscritos. Com o advento de softwares capazes de rastrear repetições, tal artifício tornou-se facilmente detectável, desafiando os editores a tomar providências quando acham indícios de reaproveitamento em artigos já publicados ou manuscritos submetidos à publicação.

Produzidas pela plataforma de publicações BioMed Central por encomenda do Cope, as diretrizes consideram aceitável quando os trechos copiados estão nas seções de introdução, de métodos e até mesmo na de discussões. O uso de frases similares ou idênticas nessas seções, diz o documento, pode ser  até mesmo inevitável em algumas situações – como, por exemplo, quando o autor utiliza uma técnica que já descreveu anteriormente ou quando o artigo é um entre vários que produziu sobre um determinado tópico. Mas se a duplicação for detectada na hipótese, nos resultados, nas conclusões ou nas figuras, há risco de que a contribuição do paper não seja original, o que é inaceitável.

Baixe as diretrizes aqui


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Má Conduta Científica

Artigo no site da agência Fapesp aborda a má conduta científica como um problema global:

[extraído de: http://agencia.fapesp.br/19643Plágio, falsificação e fabricação de resultados científicos deixaram de ser problemas exclusivos de potências em produção científica, como os Estados Unidos, Japão, China ou o Reino Unido.
A avaliação foi feita por Nicholas Steneck, diretor do programa de Ética e Integridade na Pesquisa da University of Michigan, nos Estados Unidos, em palestra no 3º BRISPE – Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics, realizado nos dias 14 e 15 de agosto, na sede da FAPESP.
Segundo Steneck, por ter atingido escala global, é preciso que universidades, instituições de pesquisa e agências de fomento em todo o mundo realizem ações coordenadas para lidar com essas questões, a fim de não colocar em risco a integridade da ciência como um todo.
“Inicialmente, a má conduta científica era um problema limitado a poucos países, como os Estados Unidos. Mas agora, nações emergentes em ciência, como o Brasil, ‘juntaram-se ao clube’ em razão do aumento da visibilidade de suas pesquisas, e têm sido impactadas de forma negativa por esse problema”, disse Steneck, um dos maiores especialistas mundiais em integridade na pesquisa.
Nos últimos anos, segundo Steneck, passou a ser observado um aumento global do número de casos relatados de má conduta científica. Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) sobre as causas de retratação de 2.047 artigos científicos, indexados no repositório PubMed e produzidos por pesquisadores de 56 países, revelou que apenas 21,3% das retratações foram atribuídas a erro.
Por outro lado, 67,4% das retratações foram atribuídas à má conduta científica, segundo o estudo. Dessas, 43,4% ocorreram por fraude ou suspeita de fraude, 14,2% por publicação duplicada e 9,8% por plágio. Estados Unidos, Japão, China e Alemanha responderam por três quartos das retratações.
Os autores do estudo estimam que a porcentagem de artigos que tiveram de sofrer retratação por causa de fraude aumentou cerca de 10% desde 1975, quando os primeiros casos de má conduta científica começaram a vir a público.
Leia o artigo completo em:

Má conduta científica é um problema global, afirma pesquisador

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Autoria na pesquisa científica: quem fez o quê

Há tempos os trabalhos de pesquisa não são mais trabalhos de uma única pessoa, principalmente nas áreas biológicas e da saúde. A pesquisa colaborativa  produz papers com um grande número de autores – até mesmo dezenas deles – o que gera dificuldade de saber quem fez o quê: quem concebeu o estudo? quem são os colaboradores? quem foram os responsáveis  pela redação, pela análise dos dados, e assim por diante.  A falta de transparência nas atribuições de cada pesquisador  gera  problemas éticos como por exemplo, disputas de autorias, inclusão – por variados motivos - de pesquisadores que não tiveram participação alguma no trabalho e grupos de pesquisadores que alternam os nomes nas publicações.
Visando solucionar essas distorções e tornar as participações de cada um mais precisas,  alguns pesquisadores estão propondo o preenchimento de uma taxonomia que identifica as atribuições na pesquisa quando da submissão do paper ao editor.


O projeto piloto do software começou a ser testado em 2012 nas áreas biomédicas, obtendo resultados positivos.  Para dar continuidade ao desenvolvimento da taxonomia, seus idealizadores pretendem  unir-se ao National Information Standards Organization para desenvolvê-la e aperfeiçoá-la testando-a em outras áreas.


Leia sobre o projeto: 



Leia mais sobre o assunto:






quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Conhecimento em Rede: PUCRS

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) abriu um espaço online em que o público pode acompanhar relatos de pesquisas, estudos e técnicas de ensino inovadoras desenvolvidas na instituição:


O site disponibiliza relatos de pesquisas, técnicas de ensino e estudos desenvolvidos na Universidade em áreas de excelência da educação superior, aprimorando o conhecimento e a vida em diferentes setores da sociedade. Os assuntos abrangem várias áreas: Medicina, Economia, Serviço Social, Psicologia, Computação, etc.

Bom acesso!


terça-feira, 18 de junho de 2013

O Uso de Livros nas Pesquisas Científicas

Que conteúdo trazem os livros e como se diferenciam das revistas?

Como os livros se encaixam no P&D (pesquisa e desenvolvimento) acadêmico e no currículo educacional? 

Por que livros são importantes para pesquisadores?


Essas perguntas são respondidas e comentadas no artigo: 




Boa leitura!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Métodos de pesquisa mistos e revisões mistas: uma janela de oportunidades científicas

Divulgamos palestra ministrada pela Profa. Maria Cristiane B. Galvão no  Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEARP-USP), em abril de 2013:




Resumo: O conhecimento sobre métodos de pesquisa mistos e revisões de literatura mistas permite aumentar a capacidade de investigação científica nacional e internacional; ampliar a massa crítica de revisores experientes para atuação em agências de fomento e em periódicos nacionais e internacionais; e, reforçar o potencial de colaboração internacional para desenvolvimento de projetos de pesquisa, doutorados e de pós-doutorados. Pelo exposto, esta palestra sistematiza os principais conceitos, desenhos de pesquisa e critérios de avaliação relacionados à produção de pesquisas empregando métodos de mistos e revisões de literatura mistas.


GALVAO, M. C. B. Métodos de pesquisa mistos e revisões mistas : uma janela de oportunidades científicas. Ribeirão Preto : USP, IEA, 2013.  Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Y3_i7FrsGKk

sábado, 4 de maio de 2013

A Internacionalização científica e o profissional da informação

Compartilhamos mais um artigo preciso e esclarecedor da Profa. Maria Cristiane B. Galvão sobre o papel do profissional da informação no campo da pesquisa em saúde,  agora com foco na internacionalização científica.

Alguns trechos:

O papel do profissional da informação no processo de internacionalização científica no campo da saúde filia-se, em grande medida, aos processos sistemáticos e explicitados de busca, seleção e síntese da informação requeridos para a construção de um manuscrito a ser submetido aos jornais internacionais.

[...] entende-se que publicar em periódicos internacionais não é uma simples questão de vontade do pesquisador. Demanda o conhecimento aprofundado de alguns aspectos dentre os quais destacamos o processo de revisão da literatura científica a ser integrada ao manuscrito, ponto esse bastante relacionado com a atuação do profissional da informação no campo da saúde, já que, em tese, este profissional possui alta competência informacional para buscar, selecionar e sintetizar informações de qualidade para usos científicos. Faz-se notar que tal competência costuma ser adquirida paulatinamente por meio das disciplinas cursadas ao longo da graduação, tais como Leitura documentária, Elaboração de resumos, Indexação, Tesauros, Fontes de Informação e Lógica.

A internacionalização da ciência não é uma questão individual, demandando por processos de ensino-aprendizagem, métodos e éticas que permitam a comunicabilidade entre cientistas, bem como a análise crítica e a discussão dos resultados de pesquisa alcançados dentro de parâmetros aceitos e reconhecidos por diferentes comunidades científicas.

Na produção de artigos com foco nos periódicos internacionais no campo da saúde, um aspecto importante são os procedimentos de busca, seleção e análise de informações que serão empregadas no manuscrito. Tais procedimentos devem ser de grande conhecimento dos profissionais da informação, já que sua formação os capacita para ter uma competência informacional avançada.

Leia o artigo:


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Aconteceu na FFCLRP: workshop de capacitação de pesquisadores

Ontem e hoje (13 e 14/12) aconteceu na FFCLRP o workshop de capacitação de pesquisadores da USP em publicação científica na área de exatas ou de interface entre exatas e biotecnológicas. Foi ministrado pelo Prof. Valtencir Zucolotto, e faz parte do programa de capacitação dos pesquisadores da USP realizado pelo SIBi-USP.







sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Guia para conduta científica


Para encorajar pesquisadores ao redor do mundo a aderir ao comportamento ético e aos valores científicos universais, um novo relatório sobre ciência responsável foi lançado pelo IAC (InterAcademy Council) e o IAP (The Global Network of Science Academies). O relatório é o primeiro produto do projeto do IAC e do IAP sobre integridade científica, iniciado pela tendência atual de remodelação das instituições de pesquisa, que vêm mudando com a natureza cada vez mais interdisciplinar da ciência, seu papel intensificado em debates políticos e a alta ocorrência de casos de comportamento irresponsável de pesquisa em muitos países.

Acesse o relatório:  




Fontes: 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Redes Sociais de Ciência e Pesquisa




É uma plataforma gratuita para pesquisadores compartilharem papers de pesquisas. Sua missão é acelerar a pesquisa no mundo. Além de compartilhar seus trabalhos, o pesquisador pode monitorar análises profundas sobre  o impacto destes e acompanhar  as  pesquisas dos colegas.
1.906.517 é o número de pesquisadores assinantes do serviço, adicionando 1.580.436 papers e 559.381 interesses de pesquisa. O site recebe acima de 3.9 milhões de visitas por mês.


É uma mistura de gerenciador de referências (gratuito) com rede social acadêmica, onde, além de ajudar a organizar a pesquisa, é possível colaborar online com outros pesquisadores e acompanhar novos trabalhos. Ele também importa papers de outros softwares de pesquisa. É necessário fazer o download do software, mas pode ser usado online também, com acesso em iPod e iPad e compatível com Windows Word 2003, 2007, 2010, Mac Word 2008, 2011, OpenOffice 3.2 e BibTeX, sendo possível sincronizar o online com o desktop.


Semelhante ao Academia.edu é uma plataforma gratuita para cientistas compartilharem papers de pesquisas. Possui mais de 2 milhões de membros. Também possui  análises métricas para o pesquisador mensurar o alcance da influência do seu trabalho. Foi fundado em Berlim.


Como o Mendeley, o Zotero também organiza referências e compartilha pesquisa gratuitamente. Cobre centenas de sites, permite adicionar em sua biblioteca artigos do JSTOR, New York Times e livros de catálogos online de bibliotecas, por exemplo. É possível adicionar arquivos em PDF, imagens, vídeos e o que mais você desejar. É necessário fazer o download do software, e como o Mendeley, também pode ser usado online sincronizando-o com o desktop. Um dos seus fundadores é o The Institute of Museum and Library Services, em Washington.


Quem souber de outras, poste nos comentários!



Fontes: