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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Ciência aberta e o novo modus operandi de comunicar pesquisa – Parte II

Fonte: https://www.sibi.usp.br/?p=40786

Considerando a importância de aprofundarmos os conhecimentos a respeito do conceito e os desafios da Ciência Aberta, reproduzimos aqui a matéria publicada recentemente no Blog SciELO em duas partes, de autoria de Abel L Packer e Solange Santos1

Acesso aberto aos artigos

Imagem adaptada da original por Markus Spiske.


Uma das práticas da Ciência Aberta que nos é familiar é o Acesso Aberto aos textos dos artigos disponibilizados publicamente na web, seja pelos periódicos na modalidade conhecida como Acesso Aberto Dourado ou pelos próprios autores em seus websites, em repositórios institucionais ou temáticos, logo após a publicação do artigo ou após um período de seis ou doze meses de embargo imposto pelo periódico, modalidade que e conhecida como Acesso Aberto Verde. O principal modelo de autofinanciamento ou comercialização utilizados pelos periódicos de acesso aberto dourado e a cobrança dos autores de uma taxa de publicação, popularizada internacionalmente como Article Processing Charge (APC). A maioria dos periódicos de acesso por assinatura publicam também parte dos artigos em acesso aberto com a cobrança de APC, modalidade denominada híbrida. Os valores mais frequentes da APC variam de US$1500 a US$5000.
Adotado pioneiramente há mais de 20 anos no Brasil pelo SciELO e em anos seguintes por 13 outros países (Figura 1) e consolidado globalmente como uma modalidade de comunicação científica, o Acesso Aberto sinaliza a viabilidade das demais práticas da Ciência Aberta, porém não sem desafios. Sua adoção generalizada enfrenta ainda forte resistência das editoras comerciais que buscam um modelo de negócios com retorno financeiro igual ou maior do que obtêm com o acesso restrito por assinaturas.

Figura 1. Rede SciELO – evolução do número de periódicos indexados e ativos por 14 coleçõesnacionais certificadas, entre 1997 e 2018. Fonte:  SciELO/PACKER, A.L., Agosto/2018

Entretanto, os desafios que enfrenta a universalização do Acesso Aberto envolvem todo o sistema científico. A validação dos artigos que descrevem as pesquisas e realizada pelos periódicos com a colaboração de pesquisadores (pares) especialistas. Entretanto, esta qualificação da avaliação nas diferentes áreas e associada ao prestígio ou impacto dos periódicos, quase sempre medido por indicadores bibliométricos anuais das citações por artigo. Assim, não obstante as críticas generalizadas, os periódicos e seu ranqueamento operam como proxy da qualidade das pesquisas que publicam, e o seu prestígio ou impacto e estendido aos pesquisadores-autores, seus programas de pós-graduação, departamentos, universidades, países, regiões do mundo. Como a maioria dos periódicos melhor ranqueados pelos indicadores bibliométricos são comercializados pelas editoras, estas gozam de muito poder junto as comunidades de pesquisa para resistir ao avanço do acesso aberto e, portanto, da Ciência Aberta.

Rapidez e transparência na comunicação das pesquisas – rumo aos preprints

Incorporado como bandeira do movimento da Ciência Aberta, é crescente o questionamento dos periódicos pela demora e falta de transparência no processo de avaliação de manuscritos, muitas vezes referido como “caixa preta” e sem salvaguardas explícitas de vieses a favor ou contra dos autores por atitudes e decisões influenciadas por sua origem geográfica, nacionalidade, etnia, gênero, idade, escolas de pensamento, etc. O caminho principal é a abertura que inclui a publicação continua, a adoção de preprints e a avaliação aberta de pares como estágio mais avançado.
Na publicação on-line clássica, muitos periódicos minimizam o tempo de processamento publicando os manuscritos logo após a aprovação em versão provisória, sem nenhuma edição, ou utilizam a chamada publicação continua de artigos individuais, logo após aprovados e editados, com um número de identificação que substitui a paginação. A publicação continua existe há cerca de 20 anos, mas se popularizou com os mega journals que operam como plataforma de artigos, como nos casos da PLOS ONE e Scientific Reports. O SciELO recomenda fortemente que todos os periódicos adotem a publicação contínua.
Entretanto, a demora na publicação de artigos de resultados de pesquisas é resolvida completamente ao iniciar-se o fluxo de comunicação com os manuscritos disponibilizados como preprints, em acesso aberto, antes ou em paralelo à submissão a periódicos. Além de acelerar a comunicação dos resultados da pesquisa, os preprints, enquanto documentos formais com DOI (Digital Object Identifier) e preservados, asseguram aos autores precedência de descobrimentos, novas ideias e processos e ainda permitem o melhoramento dos manuscritos, antes ou durante o processo de avaliação por um periódico ao permitir a geração de sucessivas versões aprimoradas a partir de comentários e sugestões recebidas no servidor de preprints. São também passíveis de citação e de registro no currículo dos pesquisadores para informar solicitações e relatórios de auxílios. Uma vez aceito por um periódico, o preprint é atualizado com uma observação de que foi aprovado e um link para o artigo publicado. É crescente também a exposição de artigos já publicados a comentários públicos, facilidade que se caracteriza como avaliação pós-publicação.
O SciELO e o Public Knowledge Project (PKP), responsável pelo Open Journal Systems (OJS) estabeleceram, em 2018, uma pareceria para o desenvolvimento de um sistema com vistas a implantação de um servidor de preprints. O objetivo é que atenda a todas as áreas temáticas, na perspectiva de fortalecer o fluxo de alimentação dos periódicos que indexa com manuscritos de melhor qualidade, sem atrasos na comunicação das pesquisas. Internacionalmente, existem vários servidores de preprints já consolidados como o arXiv, criado em 1991 e que atualmente cobre áreas de física, matemática, ciências da computação e seis outras áreas; o bioRxiv e o PeerJ, criados em 2013 para as áreas de ciências biológicas; o SSRN, criado em 1994 para Ciências Sociais, Humanidades e outras disciplinas e a OSF Preprints, que opera uma coleção de mais de 20 servidores de preprints, etc.
Quanto à transparência da avaliação por pares, um número ainda pequeno, porém crescente de periódicos oferece opções de abertura progressiva aos editores, autores e pareceristas. O SciELO recomenda as seguintes opções de avanço gradual de transparência e abertura: inclusão no texto do artigo publicado do nome do editor responsável pela avaliação e aprovação; publicação de pareceres de artigos aprovados como texto de comunicação científica com DOI; e, abertura das identidades dos autores e pareceristas durante o processo de avaliação. Entretanto, os periódicos do Brasil ainda veem com muita reserva a adoção da abertura plena da avaliação de manuscritos como é feita pela plataforma de publicação F1000 Research.

Linhas de Ação para os próximos anos

Todos os atores e instâncias da pesquisa são chamados a posicionar-se política e operacionalmente frente aos desafios e, especialmente, as vantagens e ganhos que a adoção da Ciência Aberta significara para os respectivos entornos, assim como suas interdependências, nas quais a participação e cooperação internacional têm um papel decisivo. A renúncia a posicionar-se frente as complexidades e ficar no aguardo do que está por vir pode ser cômodo inicialmente, mas pode também reduzir ganhos, afastar-se do estado da arte e atrasar-se na curva de aprendizagem das práticas de Ciência Aberta.
As áreas temáticas mais internacionalizadas estão condicionadas ao ritmo de adoção da Ciência Aberta, ditadas pelos organismos de ciência e tecnologia, sociedades científicas e editoras comerciais dos países desenvolvidos. As menos internacionalizadas deverão ditar seu próprio ritmo, o que abre um campo de ajustes e inovações das estruturas de pesquisa. Entretanto, para ambos os contextos, o posicionamento proativo das autoridades, de políticas públicas e institucionais de pesquisa é essencial para avançar na aprendizagem e defender pautas de interesse nacional.
Os pesquisadores, enquanto responsáveis pela formulação e execução de projetos de pesquisa, são, ao mesmo tempo, os atores mais importantes e os que mais dependem de outros atores e instâncias no processo de adoção da Ciência Aberta, com destaque para a liderança dos periódicos, que, em número crescente, conduzem os pesquisadores a cumprir exigências de práticas da Ciência Aberta em suas políticas e procedimentos editoriais. A proatividade dos pesquisadores dependerá também das políticas de financiamento e dos sistemas de avaliação da pesquisa, na eventualidade de passarem a exigir ou premiar a obediência as práticas da Ciência Aberta.
Os sistemas de bibliotecas das universidades e institutos vêm desempenhando um papel de liderança na adoção das práticas de Ciência Aberta, especialmente na sua disseminação na operação de repositórios de dados de pesquisa.
No curso de adoção da Ciência Aberta, vale lembrar, em primeiro lugar, que a apropriação das inovações que ela traz, conforma um processo complexo política, social, financeira e operacionalmente, que demandará meses de aprendizagem e anos de experiências, com ajustes sucessivos até que se torne o modus operandi predominante da pesquisa. Depois, vale lembrar que se trata de um empreendimento global que abarcará progressivamente todos os países, disciplinas e áreas temáticas, mas cujo desenvolvimento embutira um sem-número de contextualizações. Nesse sentido, o desafio maior para as autoridades e as comunidades de pesquisa do Brasil e definir e implantar linhas de ação para situar-se oportunamente no avanço nacional e global da Ciência Aberta, com foco no fortalecimento e ampliação de capacidades e infraestruturas adequadas as condições e prioridades de cada entorno.
Entre as primeiras linhas de ação, destaca-se, por um lado, a promoção nas diferentes comunidades do mais amplo entendimento do que é a Ciência Aberta em toda a sua extensão, como afetará a todos e a cada um e, principalmente, como enriquecera a capacidade científica e as prioridades de cada contexto. Por outro, a promoção de diálogos para a formulação de posicionamentos públicos das comunidades de pesquisa sobre o alinhamento com as práticas da Ciência Aberta. O entendimento e a construção progressiva de consensos a favor das boas práticas da Ciência Aberta nos diferentes contextos são condição e meios para a superação das resistências e posicionamento proativo.

 
Arte usada durante a Conferência SciELO 20 Anos

Nota

1. Esse post foi originalmente publicado no Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e dividido em duas partes para publicação no blog SciELO em PerspectivaVeja a Parte I aqui.

Referências

ALBAGLI, S., MACIEL, M.L. and ABDO, A.H. (org.). Ciência Aberta, questões abertas. Brasília: Ibict; Rio de Janeiro: Unirio, 2015 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://bit.ly/2o2b6c4
BENEDIKT, F. and SASCHA, F. Open Science: One Term, Five Schools of Thought. In: BENEDIKT, F. and SASCHA, F. (eds) Opening Science. Cham: Springer, 2014 [viewed 1 August 2019]. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-319-00026-8_2
MONS, B. Data Stewardship for Open Science: Implementing FAIR Principles. Boca Raton: CRC Press, 2018. Available from: https://bit.ly/2uVb47z
PACKER, A.L. and SANTOS, S. Ciência Aberta e o novo modus operandi de comunicar pesquisa. Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 2019, vol. 45, no. 1, pp. 17-24 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://www.sbcs.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Boletim-SBCS-Volume-45-N%C3%BAmero-1.pdf
SANTOS, P.X., et al. Livro Verde – Ciência Aberta e dados abertos: mapeamento e análise de políticas, infraestruturas e estratégias em perspectiva nacional e internacional. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2017 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/24117
SciELO – Linhas prioritárias de ação 2019-2023 [online]. SciELO 20 Anos. 2018 [viewed 1 August 2019]. Available from: https://www.scielo20.org/redescielo/wp-content/uploads/sites/2/2018/09/Líneas-prioritaris-de-acción-2019-2023_pt.pdf
WILKINSON, M. D., et al. The FAIR guiding principles for scientific data management and stewardship. Scientific Data [online]. 2016, vol. 1, no. 3 [viewed 1 August 2019]. DOI: 10.1038/sdata.2016.18. Available from: https://www.nature.com/articles/sdata201618

Links externos

O que é Ciência Aberta? – Formação Modular em Ciência Aberta <https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/mod_hotsite/ciencia-aberta>
Research Data Alliance <https://rd-alliance.org/>
Como citar este post [ISO 690/2010]:
PACKER, A.L. and SANTOS, S. Ciência aberta e o novo modus operandi de comunicar pesquisa – Parte II [online]. SciELO em Perspectiva, 2019 [viewed 14 September 2019]. Available from: https://blog.scielo.org/blog/2019/08/01/ciencia-aberta-e-o-novo-modus-operandi-de-comunicar-pesquisa-parte-ii/

Fonte: https://www.sibi.usp.br/?p=40786

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ciência Gera Desenvolvimento

Ciência Gera Desenvolvimento é um projeto da Academia Brasileira de Ciências que utiliza a divulgação científica para conscientizar a população sobre a importância do investimento em ciência e dos seus impactos na economia e na sociedade.
O primeiro vídeo da série apresenta o trabalho de Johanna Döbereiner, célebre engenheira agrônoma que foi pioneira nos estudos do solo no Brasil. Suas pesquisas sobre bactérias fixadoras de nitrogênio foram cruciais para que o Brasil se tornasse o segundo maior produtor de soja em âmbito mundial.

A contribuição de Johanna para a ciência mundial foi imprescindível e notável, mas não foi a única. Assim como ela, centenas de outros importantes cientistas brasileiros geraram, a partir de suas pesquisas, enormes mudanças na realidade econômica do país. Já é hora de representantes políticos e a sociedade em geral tomarem consciência dos benefícios do fazer científico para que, então, a ciência se torne a ferramenta para construir o futuro que se quer para o Brasil.







Fonte: https://bit.ly/2WgO6Da

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Why scientists should communicate science


Artigo publicado  no blog da NatureJobs sobre a importância da comunicação científica na luta contra as fake news relacionadas à ciência.


In today’s world, it feels that scientific facts are increasingly under attack. As scientists, it’s tempting to reply by quoting impressive figures and statistics, brandishing our graphs, trying to win the argument.

But winning the argument isn’t the same as winning the person.


Dr. Eileen Parkes
Clinical postdoctoral fellow, Medical Oncology
Queen's University Belfast











Figuras: http://science.sciencemag.org/content/359/6380/1094.full

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ciência no Youtube


Nos últimos anos, canais de vídeo no YouTube (também chamados de vlogs) que abordam ciência e tecnologia ganharam expressão na divulgação científica feita na internet. Em países como os Estados Unidos, jovens que agora são conhecidos como youtubers produzem vídeos de ciência curtos, de mais ou menos 5 minutos, muitas vezes com poucos recursos disponíveis, e que chegam a ter, em alguns casos, mais de 200 milhões de visualizações. O fenômeno é caracterizado pelo engajamento de um público jovem, incluindo crianças e adolescentes.

Os donos dos canais de vídeo são, na maioria, pesquisadores em início de carreira ou estudantes de graduação e pós-graduação. “Os vlogs estão conseguindo conquistar uma audiência mais diversificada, ao contrário dos blogs científicos, que são mais restritos ao público interessado por ciência”, diz Rafael Evangelista, pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (Labjor-Unicamp). De acordo com ele, isso acontece porque os canais de vídeo tratam de ciência utilizando uma linguagem informal, próxima à do entretenimento, fazendo referências ao universo da cultura pop, representado, por exemplo, pelas séries de TV. [extraído de http://bit.ly/1U3MsSV ]


Leia a matéria completa em:

Youtubers na Ciência

Youtubers


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Comunicar e Avaliar Ciência - download grátis do livro


Download gratuito do livro:



por Anabela Gradim e Catarina Moura (Orgs.)

A comunidade científica é hoje o resultado inequívoco do modo como os últimos anos acentuaram exponencialmente o desafio de definir e estabilizar parâmetros que permitam que a comunicação e avaliação de ciência possam beneficiar da credibilidade necessária à sustentabilidade de um complexo paradigma. Pensado na sequência - e como resultado - de uma conferência internacional sobre Modelos de Publicação Emergentes organizada no âmbito de um projeto dedicado, justamente, à Comunicação de Ciência, este livro reflete e faz eco, a partir de treze ensaios, das preocupações dos milhares de investigadores, professores, estudantes e bibliotecários que sentem, sobre o seu trabalho (sobre o seu futuro), a pressão permanente de um sistema cujo intrincado agenciamento permanece, até certa medida, opaco. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Retrospectiva Científica 2014



Mais um ano chegou e mais um se foi. E deste que se foi é interessante relembrarmos os acontecimentos científicos que o marcaram. 

Abaixo, 03 retrospectivas científicas diferentes:




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Why we should trust scientists


TED vídeo interessante  sobre relações de confiança e crença na ciência.



But it shouldn't be blind trust any more than we would have blind trust in anything. Our trust in science, like science itself, should be based on evidence, and that means that scientists have to become better communicators. They have to explain to us not just what they know but how they know it, and it means that we have to become better listeners.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ciência: um salto no desconhecido

O biólogo e físico Uri Alon, pesquisador no Weizmman Institute of Science fala no TED sobre o método que criou, onde insere a emoção e a subjetividade na racionalidade e objetividade da ciência - tornando esta mais criativa e alertando os cientistas a pararem de pensar que a ciência é uma linha reta entre a pergunta e a resposta – existindo (muitas vezes) entre os dois, uma "nuvem", onde é possível se perder e assim encontrar uma resposta melhor e mais original para a pergunta.

Why truly innovative science demands a leap into the unknown


Bom vídeo!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Poesia e Ciência

Rubidium


Mario Markus


The best you can do
if you loose your inner rhythm
is to eat
a clock.
One with Rubidium,
which also helps
against depression,
epilepsy
and microbes.

Engineers
have good reason
to put it in turbines.
And so do stars,
which fill up
with it
before they die.

Use it as a timer
for comets and moons.
And never forget:
If you loose the beat,
then swallow
a clock.




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Poesia e Ciência

Tripartite Brain
David O'Neal

Our human brain is tripartite:
Part reptile, mammal, and primate
And often doesn’t get things right.

The oldest part of it’s the snake’s:
The reptile brain that’s all instinct
That fights or flees or fakes and makes mistakes.

The mammal part's like a dog’s or cat’s:
It's called the limbic system
And emotes and fosters feelings - even in rats.

The third part’s the neocortex,
The newest and, some say, the best:
It thinks and plans and is the most complex.

The neocortex knows just what to do:
It apologizes endlessly
For the shameless goings-on
Of the other two.



In: McAlister, N.H., McAlister, Z. ed. Science Poetry. Ontario, 2011. p.39. Disponível em: <http://www.durham.net/~neilmac/sciencepoetry.pdf> . Acesso em: 20 set. 2013

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Resistência à Ciência


Apesar de todo o avanço científico e tecnológico que a humanidade alcançou até agora, ondas de retrocesso parecem sempre caminhar em paralelo, sempre nos lembrando da incrível necessidade humana de crer em fantasias apesar dos fatos: 


Folha reproduz artigo de Peter Catapano do "New York Times" :  

Mais sobre o assunto: Why do some people resist  science?



E falando de ciência, compartilhamos aqui, o Instante Científico. Um jornal online que  divulga, agregando de variadas fontes, notícias de ciências diariamente.


Boa leitura!


terça-feira, 3 de setembro de 2013

A incerteza é uma coisa ruim? Ou é a marca da boa ciência?

No guia recentemente lançado pelo site Sense about Science, Making Sense of Uncertainty, focado no público que vive fora dos círculos acadêmicos, é abordada a incerteza na ciência e como devemos ficar aliviados quando os cientistas descrevem as incertezas no seu trabalho – fato útil no auxílio ao engajamento mais construtivo das pessoas  nos debates sobre a incerteza.

 O que os pesquisadores no dizem é que a presença da incerteza científica não significa que nós não sabemos nada; e que, de fato,  nós precisamos abraçar a incerteza, especialmente quando tentamos entender mais sobre sistemas complexos. Apesar de a incerteza ser também usada para, por exemplo, promover tratamentos médicos alternativos duvidosos ou sugerir que o CO2 antropogênico não está mudando a atmosfera, a existência da incerteza não significa que nada possa ser verdade.

E é importante reconhecer que a incerteza científica não significa necessariamente que nós não podemos tomar decisões. Quando fazemos algo, costumamos ter informações suficientes para tal. Quando da elaboração de políticas de procedimentos, ao invés da questão frequentemente formulada: “Nós estamos certos?”, é melhor perguntarmos: “Nós sabemos o suficiente?”.


Explorando temas comuns em debates sobre a incerteza  científica, os autores esperam ajudar as pessoas que precisam falar sobre isso, os pesquisadores que querem falar sobre seu trabalho, e as pessoas que utilizam e explicam a incerteza científica na mídia e na elaboração de políticas públicas.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O desafio de formar cientistas


A preocupação antiga e permanente de formar recursos humanos em quantidade e qualidade alinhados à uma ciência competitiva finalmente começa a se traduzir em ações relevantes na América Latina - algumas das quais estão destacadas em uma edição recente da Science.
Mediante programas como o  chileno Becas Chile  o equatoriano Universidades de Excelencia  o brasileiro Ciência sem Fronteiras e o argentino 'BEC.AR'  os países da região estão investindo cada vez mais na capacitação de pessoas no exterior, buscando  a consolidação, expansão e internacionalização da sua produção científica.
Entre as iniciativas, o Brasil se destaca por seus objetivos ambiciosos. Enquanto os demais vizinhos têm anunciado a concessão de 6.000 bolsas em até quatro anos, o Ciências sem Fronteiras, criado em julho de 2011, pretende até 2015, enviar 101.000 brasileiros para estudar nas universidades de maior prestígio no mundo.
O artigo ainda questiona se tem sentido o Brasil investir um orçamento de um milhão e quinhentos mil dólares – mais da metade do seu gasto total anual em ciência, tecnologia e inovação, totalizando 75.000 bolsas de estudo – sendo que há uma grande chance de o país não conseguir absorver a imensa quantidade de pessoal qualificado que o investimento gerará.
Esse contexto leva ao temor natural de que o elevado investimento nas instituições estrangeiras ocorra em detrimento do incentivo financeiro para a educação e investigação nacional.
Leia o artigo na íntegra: